O casal de empresários Lucimir Alves de Almeida, 29, e Telma Cristina dos Santos, 32, vão denunciar oficialmente, amanhã, ao comando do Terceiro Batalhão de Vilhena, o que classificam como abuso de autoridade, que teria sido cometido por um grupo de PMs na noite de quinta-feira, 29, da semana passada.
Em visita ao FOLHA DO SUL ON LINE, o casal, que é dono do Foto Fênix e do Stúdio Opção, disse que Telma vinha a bordo de seu Fiat Palio pela avenida Brigadeiro Eduardo Gomes quando recebeu orientação de policiais numa viatura para que parasse. Quando estacionou, na avenida Benno Luiz Graebin, a empresária foi abordada e um dos agentes, identificado como “Odair Alves”, pediu os documentos pessoais e do carro.
Telma conta que explicou que havia deixado a bolsa na empresa. Usando um celular de um dos soldados, ela ligou para o marido, pedindo que Lucimir fosse até o local. Ao chegar, o empresário explicou que pegaria as chaves para ir buscar a bolsa da esposa. Antes, tratou de pegar os objetos que havia dentro do veículo retido e que seria levado para a Ciretran.
Após isso, Lucimir guardou a chave no bolso e pediu que os PMs solicitassem um guincho, dispondo-se a pagar a taxa do reboque. O policial Odair teria, segundo Alves, pedido os documentos do outro carro e reteve os papeis, dizendo que só os devolveria após a entrega das chaves.
Nesse momento uma outra viatura apareceu e, conforme relata o fotógrafo, seis homens passaram agredi-lo. Telma tentou filmar a violência com o celular do marido, mas acabou presa e algemada. O casal foi levado para a Delegacia (ele num camburão, ela na viatura) enquanto os carros de ambos iam para a própria DPC e a Ciretran, dirigidos pelos próprios PMs.
Na DPC, onde o casal permaneceu por mais de cinco horas, Lucimir foi alegemado num cano de ferro e, conforme diz, passou a sofrer torturas do policial Odair Alves. “Ele vinha e perguntava se estava tudo bem. Quando eu dizia que o denunciaria e levaria o caso à justiça, ele apertava a algema, machucando meu braço”, revela.
O carro acanou devolvido ao empresário quando ele e a mulher foram liberados. Ambos, no entanto, dizem que vão procurar a Corregedoria da PM para denunciar a truculência de todos os envolvidos na agressão. Os dois se submeteram a exames de corpo de delito e guardam o laudo comprovando as lesões sofridas a fim de provar as denúncias que fazem.
O site vai tentar contato com o policial acusado, mas desde já, reserva o espaço, tanto para o próprio Odair quanto para outros PMs, caso eles queiram dar sua versão do ocorrido.
Fotos
Autor:
Da redação
Fonte:
Www.folhadosulonline.com.br
Publicado em 02 de Abril de 2012, às 16:06