As opções gastronômicas da 25ª Expovil chamam a atenção. De espetinhos à picanha com queijo, de quentão a sorvete e de cachaça a vinho fino, as variedades são incontáveis. Ainda assim, a cerveja é o item mais pedido pelos festeiros. Alguns, no entanto, reclamam do valor cobrado pelos produtos na feira agropecuária.

Os expositores que estão na festa para alimentar as cerca de 30 mil pessoas que circulam por dia no local investem pesado para conseguir o maior número de clientes. “Levamos nossa pastelaria para mais de 10 feiras agropecuárias diferentes no Estado a cada ano. Na Expovil 2010 resolvemos contratar sete funcionários, quatro aqui de Vilhena mesmo para atendermos a todos”, explica Renildo Silva Santos, proprietário da pastelaria Altas Horas, uma das 10 existentes na feira. Ela faz jus ao nome e abre às 17h para fechar somente após o show. Renildo chega a vender 600 pastéis de pizza, queijo, carne e frango nesse período. Além de cachorros quentes, sanduíches, massas em geral e bebidas.

Também é possível encontrar quentões, caldos, porções de peixe, tapiocas, espetinhos, crepes, salgados (empadas, cochinhas e quibes) e doces (cocadas, algodões-doce, maçãs-do-amor e chocolate). Os restaurantes e bares tradicionais da cidade abriram estandes na exposição e oferecem sanduíches, pratos completos e petiscos.

Para atender tanta gente faminta e sedenta a Aviagro construiu uma imensa estrutura aberta com paredes de alvenaria e teto de metal que se transformou na praça de alimentação da festa (FOTO). Custou R$ 400 mil e tem 1,7 mil metros quadrados. Segundo o presidente da associação, Ilário Bodanese, pode acomodar duas mil pessoas sentadas. Ela se tornou o centro da alimentação no parque. A mordomia custa 10% a mais no preço final do prato, quantia essa que vai para os garçons.

De acordo com expositores, a cerveja é o item que mais vende e é na praça de alimentação se encontra o bar mais frequentado pelo público, o Bangalô Bar. Diariamente são vendidos mais de 370 litros de cerveja no estabelecimento. “Dobramos nossas vendas esse em comparação com o ano passado. Temos 80 mesas e, ao contrário de outros, não aumentamos nossos preços”, revela Juliano do Nascimento, gerente do bar.

O valor dos alimentos, entretanto, é indicado pelos frequentadores como o principal ponto negativo. “Está tudo muito caro e por isso estou jantando em casa. Espero economizar mais de R$ 100 durante a festa dessa forma”, conta a estudante Karina de Souza. As despesas com os alugueis dos estandes, pagamento de funcionários e deslocamento são apontadas pelos comerciantes como a causa do aumento.