O empresário Jaime Bagattoli afastou-se da presidência do Observatório Social. A entidade foi criada pela sociedade civil de Vilhena há mais de um ano para acompanhar e fiscalizar as atividades do Executivo e do Legislativo municipais. Bagattoli afirmou que inúmeras iniciativas da entidade foram barrados pelo gabinete do prefeito Zé Rover (PP) e pela Presidência da Câmara, comandada pelo vereador Carmozino Taxista (PSDC), mesmo com a intercessão do Ministério Público. “A mesa da doutora Travalon (Yara Travalon, promotora de Justiça) deve estar cheia de requerimentos e pedidos de informações nossos que acabaram engavetados pelo prefeito e os vereadores, não deram em nada”.

Bagattoli assevera que há outra razão, de ordem prática, para seu afastamento: custos. “Não poderia continuar bancando as despesas indefinidamente”. Ele afirma que vai continuar colaborando no que for possível com o Observatório, mas ressaltou: “É preciso encontrar uma fórmula para a sustentabilidade econômica da entidade e também para que ela seja ouvida e atendida pelo poder público em Vilhena”.