Na manhã de ontem (domingo, 7 de novembro), um numero considerável de pessoas foram até alguns colégios de Vilhena por volta de oito horas, no intuito de fazer a prova do concurso para Agentes Comunitários de Saúde que, a principio, estava marcada para acontecer nesta data.
Mas, não somente a realização da prova para Agente Comunitário de Saúde foi suspensa, como também a segunda fase dos demais cargos oferecidos no concurso da prefeitura.
O concurso teve problemas desde o inicio, por conta de um erro no edital, que permitia a candidatos sem o Ensino Fundamental completo concorrer às vagas ACSs, o que não é permitido, visto que vai contra uma lei federal que diz que o postulante tem que ter, no mínimo o escolaridade fundamental completa. O erro foi corrigido e o prazo de inscrições reaberto, tendo a data da prova sido adiada do dia 17 de outubro para o dia 7 de novembro.
Depois veio a suspensão do concurso, que se deu por conta de uma denúncia de fraude feita ao Ministério Público. Diante da suspeita, o MP pediu a apreensão de todos os cadernos da prova e pela suspensão do concurso, até a apuração dos fatos.
Mas, a revolta das pessoas que fariam o concurso é, além da suspeita de fraude, pela falta de informação por parte da prefeitura da Vilhena, que sequer postou em seu site a informação da suspensão do concurso por tempo indeterminado.
No site da prefeitura consta apenas o comunicado da mudança de data da prova para ACS’s, mas não existe nenhuma informação sobre a suspensão do concurso pelo MPE.
À escola Genival Nunes, compareceu, segundo o vigilante do colégio, que não quis se identificar, cerca de 20 pessoas. “Elas estavam muito revoltadas porque não foram avisadas dessa mudança”, disse o vigilante.
Hoje, o processo está nas mãos do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJ-RO), e o fato é que não existe previsão para que o concurso da prefeitura de Vilhena seja retomado. Enquanto isso, os cerca de 12 mil candidatos que se inscreveram para esse certame aguardam uma decisão.