Em uma escola local houve distribuição de provas trocadas e provas em envelope aberto
 
Uma candidata que participou do concurso da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) realizado no domingo, 8, e que teve mais de 20 mil inscritos, procurou a redação do FOLHA DO SUL para denunciar o que ela entende serem irregularidades cometidas na aplicação das provas.
 
A candidata ouvida fez a prova na Escola Paulo Freire, da rede estadual na cidade. Ela relatou que os procedimentos iniciais seguiram o rito previsto para a abertura do envelope de provas. Duas pessoas que fariam a prova conferiram que o envelope estava lacrado.
 
Mas, quando os primeiros cadernos de provas foram entregues, os candidatos perceberam que o conteúdo não correspondia ao cargo para o qual haviam se inscrito. Os cadernos foram então recolhidos e um dos fiscais saiu com eles da sala enquanto um segundo fiscal permaneceu com os candidatos.
 
E aí a coisa piorou. Segundo a denunciante, quando o fiscal retornou trazendo consigo os cadernos de provas para o cargo para o qual aquelas pessoas concorriam, o envelope estava aberto. Levantando dúvidas sobre a procedência das avaliações.
 
 “Eu pensei em contestar tal procedimento, mas temi tomar atitudes e ser retirada da sala e até mesmo ser desclassifica”, ponderou a candidata.
 
A denunciante afirmou que há relatos de incidentes assim em outros locais de provas. Em Ji-Paraná, por a falta de informação sobre o horário permitido para deixar a sala levando o caderno de provas, acabou com um registro de Boletim Policial. E, por esses fatos, os candidatos têm se mobilizado para formar um grupo e denunciar os possíveis casos de irregularidades da banca ao Ministério Público.
 
“Não é a primeira vez que essa banca comete erros no momento da aplicação das provas. Iremos buscar medidas necessárias para o cancelamento do concurso visto que não houve transparência”, disse a denunciante.