Transportadores de grãos do Cone Sul de Rondônia e Noroeste do Mato Grosso estão reunidos na tarde desta segunda-feira, 09, no CTG de Vilhena, em adesão ao movimento nacional da classe. O encontro conta com participação de representantes da ACIV e Sindicato dos Produtores Rurais de Vilhena e Chupinguaia. A meta é redefinir o valor de cobrança do frete.
Desde a semana passada, os manifestantes estão restringindo o tráfego na BR 364, nas entradas da cidade. Por enquanto, apenas caminhões graneleiros estão sendo barrados, mas há ameaças de interromper totalmente a rodovia, caso as negociações não avancem.
O caminhoneiro Jorge Roberto Baungratz (de camisa vermelha), o “Marreta”, é um dos líderes do movimento. Ele declarou que a paralisação é nacional, e que a categoria está unida em torno da questão, com adesão de empreses e funcionários. Segundo ele, o valor calculado atualmente por quilômetro rodado, em média R$ 4,25, está defasado. “Há dois anos este valor referencial era de R$ 4,25, e naquela época já estava fora dos padrões que torne viável atividade”, disse. Segundo ele, o preço deve ser fixado em, no mínimo, R$ 4,90.
O lucro dos caminhoneiros tem sido engolido também por uma série de taxas e tributos, além dos impactos decorrentes do reajuste do diesel. Estas e outras despesas, como os pneus cada vez mais caros, também justificam a atualização da tabela do frete, segundo eles.
O movimento conta com apoio do Sindicato dos Produtores Rurais de Vilhena e Chupinguaia. O presidente da entidade, Gustavo Sartor, disse que é preciso atenção ao protesto dos transportadores, mas que as soluções para esta e outras questões dependem de uma nova dinâmica de governo em todos os níveis. “A situação está insustentável”, disse Gustavo.