Se depender do técnico em automação industrial Wanderson Mendes de Souza Lima, o “Faísca”, os oito semáforos de Vilhena deixarão de funcionar a partir de hoje. Com dois sinaleiros parados na manhã desta quarta-feira, 10, o profissional foi procurado para fazer o conserto, mas bateu o pé e impôs duas condições para executar o serviço: que a prefeitura pagasse os R$ 7mil atrasados que lhe deve ou que assumisse, perante a imprensa, o compromisso de quitar a dívida.
Em visita ao FOLHA DO SUL ON LINE, Faísca disse que o montante que tem a receber se refere a sete meses de manutenção nos semáforos, no ano passado. Conforme denuncia, sem poder pagar o débito, o então secretário de Trânsito, Arli Schultz, lhe propôs que desse baixa na firma individual que executava os reparos e passasse a reecber pelo trabalho através de portaria na Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo.
Contratado com salário de R$ 700, o técnico embolsava pouco mais de R$ 600, por causa dos descontos. Chegou a se queixar do valor, mas recebeu a promessa de que ganharia um salário melhor a partir de janeiro deste ano.
Como o reajuste prometido não veio e o débito em atraso não foi quitado, Faísca decidiu que revelaria o caso publicamente. Escolheu o FOLHA DO SUL ON LINE alegando que o site “não tem rabo preso com ninguém”.
Sobre a possibilidade de uma pane geral nos semáforos, Wanderson não descarta esta possibilidade, explicando que os equipamentos vivem dando problemas e só não pararam de vez porque ele e um amigo conseguiram improvisar peças que nem existem na cidade.
Natural de Goiânia (GO), morando em Vilhena há dois anos, Faísca disse que é o único na cidade com formação para dar manutenção nos semáforos, pois já executou o mesmo serviço na capital de Goiás. Desiludido com a falta de compromisso da prefeitura em lhe remunerar dignamente e de acertar o valor que lhe deve, o rapaz, que tem um casal de filhos, desabafou: “Você acha que eu daria conta de manter minha família com o que me pagam atualmente?”.


OUTRO LADO – O site vai procurar a assessoria do prefeito Zé Rover (PP) para tentar obter uma posição oficial da administração municipal quanto às acusações de Wanderson.