A Polícia Civil já tem pistas sobre o crime, mas não passa à imprensa nenhuma informação sobre o cadáver encontrado na tarde de ontem, próximo ao distrito de São Lourenço, a mais ou menos 50 quilômetros da área urbana de Vilhena.
O cadáver teria sido localizado por um morador da região, atraído pelo cheiro da carne humana em decomposição. Ainda ontem, peritos da Policia Civil estiveram no local e, após fotografar, recolheram o corpo, que foi submetido a exames. O laudo pericial ainda não foi concluído.
O que se sabe, até agora, é que a vítima foi morta a aproximadamente dez dias. Como o corpo estava carbonizado (o fogo provavelmente foi ateado pelas pessoas que praticaram o homicídio) e em avançado estado de putrefação, as circunstâncias da morte só poderão ser determinadas após exames mais detalhados. Alguns detalhes, no entanto, podem ser descritos sem a ajuda de maiores investigações: o homem, cuja idade não pode ser precisada em virtude das queimaduras, teria sido levado até o pequeno povoado para ser “desovado”, indicando que seu assasinato teria acontecido em outro lugar. O corpo estava envolto numa lona amarela, de mãos amarradas e com uma sacola plástica branca na cabeça.
Embora as autoridades se neguem a falar sobre o caso, para não atrapalhar as investigações, o www.folhadosulonline.com.br apurou extra-oficialmente alguns dados sobre o crime. Uma autoridade confidenciou ao site que as investigações se baseiam numa ocorrência de desaparecimento, registrada na DPC, na semana passada, para tentar localizar o trabalhador de uma fazenda da região. A mesma fonte diz que o homem teria sido visto pela última vez embarcando no carro de um produtor rural e não se teve notícias dele.
Agora, o desafio dos investigadores é determinar se o morto encontrado é a mesma pessoa descrita na ocorrência policial registrada dias antes. Caso se confirme tal situação, parte-se para a segunda etapa: ouvir o fazendeiro, o principal suspeito até agora, já que o suposto desaparecido teria roubado alguns animais em uma propriedade da região. Os nomes estão sendo preservados porque todas as pistas da polícia, por enquanto, não passam de suposições, que ainda dependem de confirmação.