Um caso de assassinato de uma idosa estava arquivado há 23 anos nos Estados Unidos, mas foi resolvido, em parte, por causa de algumas peças de Lego. Lucille Johnson, de 78 anos, foi encontrada espancada e estrangulada em sua casa em Salt Lake City, que fica em Utah, nos Estados Unidos. Alguns blocos de construção de brinquedo estavam no caminho de entrada da casa e foram guardados como parte de um arquivo de provas após o crime, que a família da idosa acreditava que ficaria sem solução. As informações são do jornal “Daily Mail”.
Esse arquivo foi reaberto no ano passado. Os resíduos encontrados nas peças do brinquedo foram usados para fazer um teste de DNA, que comprovou a ligação ao suposto assassino, John Sansing, atualmente no corredor da morte no Arizona. Ele foi preso e condenado por outro crime. Com as novas descobertas das autoridades, Sansing foi acusado formalmente do homicídio de Lucille e, agora, passou a ser investigado por outras violações às leis no estado entre 1989 e 1991.
As impressões digitais nas peças de Lego foram identificadas como as de um filho do suspeito. A investigação supõe que a criança estava brincando com os objetos no jardim, enquanto seu pai matava Lucille dentro de casa. As autoridades policiais acham que a vítima e o criminoso não se conheciam. O motivo da morte não foi descoberto, porém, as joias da vítima desapareceram da residência no dia do homicídio.
A polícia acredita que a criança tenha sido usada para facilitar a entrada do assassino na casa da idosa.
A solução, após todos esses anos, foi um grande alívio para a família de Lucille. Jerry Johson, filho da vítima, se surpreendeu com o encerramento no caso depois de tanto tempo de espera: “Era muito importante que o caso fosse resolvido”, disse ao canal ABC News.
A irmã Shirley England concordou, em entrevista à mesma emissora: “Sou muito grata ao departamento de polícia por tudo o que fizeram. Eu não acho que encerramento é a palavra certa, porque você nunca encerra algo como isso. Essa situação foi uma coisa terrível em nossas vidas”.
Outro crime
Dois anos depois que Lucille morreu, Sansing se declarou culpado de uma agressão e, em 1995, se mudou para o Arizona. Em 1998, o acusado de assassinato, casado e pai de quatro filhos, pediu ajuda a uma igreja local para alimentar a família. Quando a voluntária Elizabeth Calabrese, de 41 anos, foi entregar as refeições na casa dele, Sansing a amarrou com fios elétricos e bateu a cabeça dela com uma vassoura, segundo o tribunal do Arizona.
De acordo com a polícia, a mulher e os filhos testemunharam uma parte da agressão. Ele saiu de carro, mas voltou para casa, onde agrediu sexualmente e esfaqueou a vítima até a morte. O corpo foi enterrado no quintal da casa da família, enquanto os filhos dormiam. A esposa de Sansing confessou que havia testemunhado o crime e foi julgada. Um júri considerou Sansing culpado de homicídio em primeiro grau, sequestro e agressão sexual, sendo condenado à morte.
Fonte:
EXTRA
Publicado em 10 de Setembro de 2014, às 17:05