Já foi enviado para a Secretaria de Estado da Saúde, em Porto Velho, o Boletim de Ocorrência Policial que narra a constatação de que um veículo oficial estava sendo usado por um servidor para ir a um cassino clandestino em Vilhena. De acordo com o documento, ao qual o FOLHA DO SUL ON LINE teve acesso com exclusividade, o flagrante foi dado pela Polícia Militar de Vilhena no dia 20 de março.
O BO revela que, na data do fato, um telefonema anônimo deu conta de que a picape L-200, pertencente à Vigilância Sanitária estadual, ligada à Secretaria de Estado da Saúde, estava parada nas proximidades de uma casa onde funciona um ponto de jogatina. A residência fica na esquina da avenida 1º de maio com rua Castelo Branco.
Ao chegarem ao local, os policiais acionados para investigar a denúncia constataram que na casa havia, de fato, um “tunguete”. Entre os freqüentadores do estabelecimento estava o gerente regional de Saúde, órgão ligado à Sesau e instalado em Vilhena, Jamir Gonçalves dos Santos. Ele se identificou com o responsável pelo veículo, que não foi retido. Jamir, no entanto, tomou ciência de que o caso seria comunicado à direção da secretaria de Estado ao qual é subordinado.
Uma fonte do site garante, no entanto, que o inquérito para apurar as responsabilidades no caso deverá ser aberto. O Boletim servirá como peça acusatória, mas o servidor terá oportunidade de se defender. O site tentou contato com Jamir na tarde de hoje, mas não conseguiu falar com ele. Sua versão será publicada tão logo ele se manifeste quanto às acusações que pesam contra si.
OUTRO LADO – O site conversou com Jamir e ele admitiu que estava mesmo no local, mas negou que estivesse jogando. Segundo o servidor, sua presença ali se devia ao fato de precisar falar com um engenheiro que prestaria serviço ao Estado. Acrescentou que não havia bebido e que explicou aos policiais o que estava fazendo. “Uso o carro oficial somente em serviço e cuido dele como se fosse meu”.
Jamir atribui a brigas políticas de grupos rivais na cidade a “perseguição” que estaria sofrendo. Segundo diz, o fato de a denúncia contra ele ter sido feita anonimamente revela a “covardia” de quem acionou a polícia. “Tenho 17 anos de vida pública e jamais me envolvi em qualquer irregularidade. Vou provar minha inocência quando puder me explicar aos meus superiores”