“Vão prender bandidos”, teriam falado também os denunciados
Na noite de ontem, ao ser acionada, uma guarnição da Polícia Militar foi até um endereço, em Vilhena, onde havia denúncia de que, no local, várias pessoas estavam bebendo e utilizando aparelho de som em volume alto, causando perturbação de sossego.
No imóvel indicado na denúncia, os policiais foram recepcionados por um homem de 36 anos, que se identificou como o dono da casa. Logo no início da abordagem, o denunciado dificultou o diálogo com os militares que atuavam na ocorrência.
De acordo com o registro do caso, o morador passou a adotar um comportamento agressivo e desrespeitoso, desacatando os policiais militares com palavras de baixo calão, afirmando que “nenhum policial filho da puta iria entrar em sua residência”.
A guarnição pediu que o morador se acalmasse e explicou porque estava ali. O homem reagiu, dizendo que não desligaria nem reduziria o volume do som, alegando que estava em sua residência, e que “ali quem mandava era ele”
Foi informado ao denunciado que seria lavrado Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), e que ele deveria se comprometer em comparecer na justiça em data e horário previamente estabelecidos, para restar esclarecimentos.
O morador, no entanto, afirmou que não compareceria “em lugar algum” e que “ninguém o obrigaria”, recusando-se inclusive a fornecer seus dados pessoais para o devido registro da ocorrência.
Quando foi novamente apresentada a proposta de TCO, outros dois rapazes, de 23 e 26 anos, que também estavam no imóvel, recusaram-se a fornecer os dados necessários para confecção do procedimento, bem como afirmaram que não assinariam qualquer papel relacionado à ocorrência.
Ambos também passaram a desacatar as guarnições de serviço, proferindo ofensas como: “bando de vagabundos”, “filhos da puta”, “vão prender bandidos” e “vão se fuder”.
Diante da situação de desacato e desobediência, foi dada voz de prisão aos três. No momento em que eles seriam conduzidos até a viatura policial, todos passaram a resistir à prisão, desferindo empurrões e socos contra os policiais militares, tornando necessário o emprego moderado e progressivo da força para contê-los.
Todos os envolvidos negaram-se a fornecer os dados completos necessários para o registro integral da ocorrência, limitando-se a informar apenas seus respectivos primeiros nomes.
Assim, os envolvidos foram conduzidos e apresentados na Unisp, para as providências cabíveis, juntamente com duas caixas de som utilizadas na prática da perturbação do sossego, as quais foram apreendidas e entregues à autoridade policial competente.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 23 de Maio de 2026, às 12:23