Se não pagarem até o próximo dia 27 a primeira parcela, no valor de R$ 116 mil, de uma dívida de R$ 1,541 milhão, contraída em janeiro de 2007, 40 famílias de lavradores da Agrovila Renascer terão seus nomes colocados no Serasa e no Cadin do Banco Central.
A dívida começou quando os agricultores, reunidos na Associação dos Pequenos Produtores do Planalto dos Parecis (Aprocis), aderiu ao Programa Nacional de Crédito Fundiário, do Governo Federal.
A União adiantou o dinheiro, que serviu para comprar uma área de 288,25 hectares à beira da estrada que liga Vilhena a Colorado, próximo à balança que está sendo construída logo após o trevo. Além disso, foram construídas casas e comprados os equipamentos para irrigação.
A promessa de ligar a energia, feita em reunião na ACIV em janeiro de 2007 da qual participaram o governador Ivo Cassol, o prefeito Zé Rover, representantes da Emater, Seapes, Ceron, Fetagro e STR, nunca foi cumprida.
Três anos depois, quilômetros de mangueiras estão ressecados e inservíveis, caixas d´ água de 5.000 litros apodrecem no chão, o poço artesiano nunca funcionou, duas torres de armazenamento de água enferrujam sem utilidade e os agricultores agora correm o risco de perder a terra e ficar com uma dívida impagável.
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