Na manhã desta terça-feira (27) foi anunciada a greve nacional dos bancários por tempo indeterminado, e os três bancos públicos de Vilhena aderiram ao movimento.

Em nota, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), que é filiado a CUT (Central Única dos Trabalhadores) informou que a decisão foi tomada em assembléias realizadas na noite desta segunda-feira (22) pelos Sindicatos dos Bancários de pelo menos 11 estados e mais o Distrito Federal.

Conforme orientação do Comando Nacional, a categoria recusou a proposta de 8% de reajuste, feita pela Fenaban(Federação Nacional dos Bancos), durante a quinta rodada de negociações, na sexta-feira (23), na capital paulista. A reivindicação da categoria é de 12,8% de reajuste, o que segundo o Contraf, representaria um ganho real de 5%, mais a inflação do período. Diferentemente dos 8% oferecidos pelos bancos que teria menos de 1% de ganho real.

Os grevistas também afirmam que a proposta feita pela Fenaban não contempla a valorização do piso salarial, não amplia a participação nos lucros, e muito menos traz avanços em relação às reivindicações de emprego e melhoria das condições de trabalho. Os bancários reivindicam o fim da rotatividade, mais contratações, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades e inclusão bancária sem precarização, dentre outras itens.