Terminou por volta das 15h, a operação conjunta entre as polícias Militar, Civil, Federal, Rodoviária Federal, Força Nacional de Segurança e agentes penitenciários, que realizaram ação de revista na Casa de Detenção de Vilhena (CDV).

Os representantes das forças policiais e da Sejus, na pessoa do diretor geral da CDV, concederam há instantes, na Delegacia de Polícia Civil, uma entrevista coletiva na qual apresentaram os objetos encontrados no interior das celas, e falaram sobre o motivo da operação conjunta que teve início hoje e não tem prazo para terminar, como voltou a afirmar o comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), Tenente Coronel Paulo Sergio Vieira Gonçalves.     

O delegado regional da Polícia Civil, Fábio Campos, disse, referindo-se aos objetos encontrados (cinco chuchos, três chips de celular e dois cachimbos usados para o consumo de drogas) que, apesar de aparentemente o material ser algo significativo, o objetivo alcançado foi maior do que se imagina. “O resultado mais importante foi a força que nós demonstramos trabalhando juntos”.

Sobre as mortes recentes, Campos disse que, a exceção do homicídio no Clube dos Estados, e mais recentemente o assassinato de pai e filho no bairro Jardim América, os demais crimes contra a vida foram motivados por acertos de contas entre pessoas envolvidas com drogas ou roubos.

Ainda sobre os assassinatos cometidos neste ano, o Policial Rodoviário Federal, Newton Assef, que estava representando o Chefe da Delegacia Regional da PRF, João Paulo Monteiro Lobato, disse que, embora não tenha acompanhado as investigações acerca de tais crimes, é muito provável que as armas usadas para cometer tais homicídios tenham chegado às mãos dos autores via contrabando de países vizinhos. Hipótese também sustentada por José Walter Teixeira, Delegado da Polícia Federal que estava na entrevista representando o Chefe da Delegacia Regional de PF, André Vieira.

Na operação de hoje na CDV, os cerca de 240 detentos, número informado pelo Diretor Geral, Edson Alves da Silva, foram retirados de suas celas e aguardaram no pátio até que os policiais concluíssem a revista.

De acordo com o informado na coletiva, a interdição da avenida Jamari era uma questão de segurança enquanto no interior da CDV se procedia com a revista. Depois dos detentos estarem no pátio, primeiramente agentes da PRF usaram cães para revistarem as celas a procura de drogas. Depois procedeu-se com a revista pelos agentes das forças policiais que se encontravam no interior do presídio. Ao final, os presos foram reconduzidos as suas celas.