Nos primeiros 6 dias do mês de agosto já foram atendidas 32 ocorrências de combate ao fogo
 
Um levantamento realizado pelo FOLHA DO SUL ON LINE, junto ao Corpo de Bombeiros Militar de Vilhena mostra que o número de focos de incêndios e de ocorrências de incêndios de grandes proporções em na cidade são muito mais alarmantes do que se imagina e do que já foi registrado em períodos de seca nos anos anteriores.
 
Só de acordo com os números registrados pelo comando, que são os casos em que uma ou mais guarnições são destinadas ao local da denúncia, nos primeiros 6 dias do mês de agosto já foram atendidas 32 ocorrências de combate ao fogo, fato este que se perdurar, poderá ultrapassar a marca do mês de julho, que chegou ao total de 120 registros.
 
Lembrando que esses números do mês passado, que dão em média 4 ocorrências de queimadas por dia, foram apenas os contabilizados pelos militares, que estão se desdobrando para realizar os referidos atendimentos e os corriqueiros.
 
Dentre os números apresentados, cerca de 80% são de incêndios florestais, o que dificulta ainda mais os trabalhos, pois em regiões de mata, um foco leva a outro e a situação se agrava, fazendo com que o Corpo de Bombeiros a ser acionado várias vezes para combater o fogo em uma mesma região, que são os casos dos dois incêndios de grandes proporções que há uma semana castigam as regiões do rio Vermelho e da Gleba Corumbiara, próximo ao trevo de Colorado do Oeste.
 
De acordo com o 2º Sargento Bombeiro Militar Alberto Luciano, devido ao alto índice de denúncias, o grupamento tem dado prioridade ao atendimento dos casos que colocam em risco a vida de pessoas ou de animais, assim como de patrimônios, como currais, cercas e até casas. Já os incêndios em região de mata, apesar de serem atendidos, não estão sendo postos como prioridade, uma vez que além de serem mais complexos, por demandarem uma equipe em maior número, o difícil acesso impossibilita a entrada dos caminhões.
 
“Devido à quantidade, não estamos conseguindo atender aos casos de incêndios em área de mata, dando prioridade àqueles que se aproximam de currais e residências. O combate a incêndio em área de mata tem toda uma técnica especifica de corte de madeiras e demanda um recurso bem maior e quase que triplica o número de combatentes”, explicou o militar (ASSISTA VÍDEO ABAIXO E ENTENDA).
 

 
Luciano Alberto relatou ainda que em 18 anos como bombeiro, essa é a primeira vez que percebe o cansaço da corporação no dia a dia, devido ao desgaste físico voltado ao número de atendimentos de combate a incêndio.
 
O militar encaminhou para a reportagem um vídeo produzido por ele, explicando a dificuldade de combate a incêndios florestais, assim como outros que mostram a devastação que vem ocorrendo na região de Vilhena.
 
CLIQUE ABAIXO e assista outros vídeos em sequência.