Briga pública entre Ivo Cassol e Jaime Bagattoli “balançou” cenário político de Rondônia
Em uma resposta dura ao ex-governador Ivo Cassol (PP), que o chamou de “falso moralista”, entre outros adjetivos pouco lisonjeiros durante uma entrevista de rádio em Vilhena esta semana, o senador Jaime Bagattoli (PL), deu sua versão sobre o episódio, que ganhou grande repercussão nos meios políticos de Rondônia (ENTENDA AQUI).
Usando seu perfil nas redes sociais, Bagattoli falou sobre a votação, no Senado, de uma matéria que pode reabilitar Cassol na vida pública, que foi o estopim da crise, e classificou como “infelizes” as palavras do ex-senador. Na gravação, também menciona a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro que, segundo ele, “está sendo condenado” por acusações que nada têm a ver com corrupção.
“Eu sou senador não é por causa de você não, Ivo Cassol”, dispara o vilhenense, que diz ter vencido a irmã de Ivo dentro da cidade dos dois (Rolim de Moura), na campanha de 2022. Reafirmando sua admiração por Bolsonaro, Jaime declara: “eu queria tanto esse homem na Presidência, que eu trocaria o meu mandato para ele ser presidente da República”.
Bagattoli vai ainda mais longe no desabafo e diz que Cassol não o ajudou “em nada, em absolutamente nada”. Em seguida, acusa o ex-governador de tentar desmoralizá-lo em Vilhena, seu reduto eleitoral, escrevendo o seguinte na postagem feita no Instagram:
“Eu não poderia deixar de vir aqui para esclarecer uma fala muito infeliz que foi dita, nesta semana, pelo ex-governador, Ivo Narciso.
Em uma entrevista, na minha cidade de Vilhena, Ivo me chamou de falso moralista por eu simplesmente ter votado NÃO ao PLP 192/2023 que muda o prazo de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa.
Eu quero dizer ao ex-governador que o meu compromisso é com o Estado de Rondônia e com o Brasil e, por isso, não devo condicionar o meu voto a quem quer que seja. Eu voto naquilo que eu acredito que é certo e melhor para o meu estado e o país.
Não tenho rabo preso com ninguém e não devo nada a ninguém. Entrei na política e me tornei senador para retribuir tudo que Rondônia me deu e é nisso que eu me agarro. Eu devo satisfação somente ao povo rondoniense que foi quem me tornou senador da República.
Superado isso, eu sigo trabalhando para trazer recursos ao meu estado e lutando pela geração de emprego e renda, pelo desenvolvimento do Norte e pela nossa liberdade. Tamo juntos!”
Os dois políticos, ambos bilionários, têm a mesma origem no Estado de Santa Catarina, e foram “toreiros” no Cone Sul de Rondônia, onde dirigiram caminhões por estradas enlameadas. Considerados “esquentados”, eles podem escalar ainda mais o bate-boca que aliados tentam abafar.
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Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 07 de Setembro de 2025, às 09:06