O FOLHA DO SUL ON LINE obteve, minutos atrás, junto a fontes policiais vilhenenses, detalhes sobre o assassinato do professor Moisés Maciel Lago, de 39 anos (FOTO), que estava desaparecido desde o último domingo. As autoridades pediram, no entanto, para que os nomes dos autores do crime fossem preservados, já que um dos homicidas continua solto.
O crime foi desvendado porque os rapazes que mataram o educador decidiram buscar abrigo na casa de um parente em Porto Velho. Usando o carro da própria vítima, os jovens com idades estimadas entre 20 e 25 anos, foram expulsos pelo familiar, ao relatar a ele o que havia acontecido.
Ao ser informada do caso, através de contato feito pela DPC da capital, a Polícia Civil de Vilhena intimou um dos rapazes. Quando ele estava depondo, o segundo amigo, também participante do crime, apareceu para se apresentar acompanhado de um advogado. Após prestar depoimento, foi liberado, mas o colega continua detido.
Segundo o delator, que está colaborando com a polícia, os três estavam numa lanchonete quando Moisés chegou e começou a conversar com eles. O professor se dispôs a levá-los numa festa e o quarteto acabou indo a vários locais. Todos são de Vilhena, mas nenhum deles conhecia Maciel.
Já altas horas da noite, quando o carro trafegava pelas proximidades do Clube dos Estados, Moisés foi asfixiado com uma “gravata” (golpe com o braço apertando o pescoço) pelos caronas. Com a vítima ainda agonizando, o trio assumiu a direção e rodou por várias ruas, até decidir “desovar” o corpo, o que foi feito nas proximidades da Chácara do Carlito, balneário que fica a 6 km da zona urbana.
Um dos assassinos, o que continua detido, teria dito aos policiais que ele e os colegas cometeram o crime brutal “de bobeira”. O latrocínio ficou caracterizado porque, além do carro, que está com o terceiro envolvido na morte, documentos e dinheiro de Moisés foram levados. O
O corpo do professor de matemática, que também era dono de um salão de cabeleireiro, está sendo submetido a autópsia, que vai determinar as causas exatas da morte. Seu carro, que ainda não foi recuperado, segundo acredita a polícia, continua sendo usado pelo criminoso foragido, que deve estar ainda em Porto Velho.
No final da tarde de hoje, o delegado Fábio Campos, que conduz a investigação, deve dar mais detalhes deste crime.