A exposição de esculturas "Caos", da artista plástica Veronete Ritzmann, será aberta dia 6 de novembro, às 19h30, no campus vilhenense da Unir (Universidade Federal de Rondônia). A mostra prosseguirá até o dia 14.
“Caos”, uma exposição para ninguém ficar indiferente. A mostra de 20 esculturas inéditas serão posicionadas em ambientes divididos em dois grupos temáticos: a violência e a inversão de valores da sociedade. As esculturas em cerâmica, assemblagem (categoria que envolve colagens diversas), artes gráficas e concreto celular a serem expostas são no estilo figurativo, com a intenção de despertar uma discussão acerca das injustiças sociais, destacando – por exemplo – a pedofilia, a depressão na terceira idade e a anorexia. O público que visitar a exposição será surpreendido por cenas “chocantes”, se considerado como costumam serem vistas pelo senso-comum as artes. Geralmente, são divulgadas em Rondônia obras mais “óbvias” e nada conceituais. Em “Caos”, o público verá coisas “estranhas” e até “feias”. A cabeça de idoso, em cujo cérebro o público o observará cheio de remédios. Um dorso masculino malhado em academia e oco por dentro. Um corpo feminino à venda alude a prostituição, tendo ao fundo classificados de jornal oferecendo o comércio sexual. Um banquete à disposição da modelo magérrima por opção. Um menino esquelético por não ter o que comer. Trechos da letra da música “Comida”, da banda Titãs, serão usados. “No caso da mostra sobre violência, sensores irão disparar sons de sirene de carros de polícia e tiros”, antecipa a artista. Neste setor, serão mostrados – entre outros – trabalhos tratando do aborto, da pedofilia, da prostituição e de todas as formas da agressividade humana, cada dia mais banalizada. A artista não pretende comercializar as obras. Segundo ela, trata-se de um “compromisso social”, sem fins de lucro. O único objetivo é despertar Vilhena para um novo conceito de arte. “Costumam confundir objetos de decoração com obras de arte. A arte não precisa ser bonitinha, causando nas pessoas aquela sensação de que ‘foi tudo lindo’. É para despertar uma discussão mesmo, tirar as pessoas da indiferença e revelar a visão de mundo que o artista tem”, filosofa. A mostra será aberta à comunidade em geral, notadamente aos estudantes, com entrada franca. A vernissage [termo francês que significa uma recepção que antecede a abertura de uma exposição] será oferecida a 300 pessoas da sociedade. O evento será divulgado em escolas do município, convidando as crianças e adolescentes para este contato – raro – com a arte contemporânea.
Fotos
Autor:
Redação/FS
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 28 de Outubro de 2009, às 09:39