Um gesto do presidente do Vilhena Esporte Clube, José Carlos Dalanhol, esta semana, tentando participar da Série D do Brasileirão, após desistir da competição, reforça as acusações da imprensa do Pará, que nos últimos dias andou publicando detalhes sobre um suposto acerto entre o Remo, um dos times mais tradicionais daquele Estado, e o Lobo do Cerrado.
De acordo com os cronistas esportivos paraenses, disposto a participar da quarta divisão do Campeonato Brasileiro, o Remo teria “comprado” a vaga dos clubes vilhenenses que poderiam disputar a competição. As desistências do campeão VEC e do vice, o Clube Atlético Pimentense, abririam caminho para o acordo.
De fato, na terça-feira desta semana, os presidentes dos dois times reacenderam a polêmica, pois no momento em que ambas as equipes abriram mão da vaga, quando eram premiadas em Porto Velho, havia representantes do clube paraense na capital. Especulações davam conta de que teriam sido oferecidos R$ 200 mil ao VEC e ao CAP para que seus dirigentes assinassem o ofício de desistência encaminhado à CBF.
Se os termos do acordo foram discutidos, é provável que nenhum pagamento tenha sido feito, pois a vaga “comprada” acabou sendo entregue ao Genus, o terceiro colocado no Campeonato Rondoniense.
A atitude suspeita de Dalanhol aconteceu logo após a Federação de Futebol de Rondônia convocar o substituto do time vilhenense para a Série D. Tentando reverter a resistência, o cartola do Lobo enviou ofício à CBF pedindo para que fosse desconsiderada a decisão anterior e mantida a equipe na competição. A resposta foi dada ontem: a Direção de Competições da entidade máxima do futebol brasileiro negou o pedido e manteve o Genus na Série D.
Apesar das suspeitas, não se pode afirmar que “Gaúcho do Milho Dalanhol” tenha vendido a vaga, como especula a imprensa. Mas é no mínimo estranho ele querer disputar o certame um dia após alegar que não tinha condições financeiras de participar dele.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 07 de Junho de 2013, às 16:27