Quando tinha 29 anos, o agricultor Amador Ferreira de Souza, hoje com 70, deixou sua terra natal, São Pedro Pescador, em Minas Gerais, disposto a fazer a vida em novas fronteiras agrícolas. Após passar por Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, o mineiro desembarcou em Rondônia em 1976. Foi morar em Colorado do Oeste, onde teve que esperar até 1980 para conseguir 44 alqueires de terra junto ao Incra, que assentava famílias na região.
Amador ficou 8 anos no sítio, até retornar a Colorado e de lá se mudar, em setembro do ano passado, para Vilhena. Mora atualmente no bairro Jardim Primavera e, há um ano, aproveitando o tempo livre proporcionado pela aposentadoria, tenta encontrar uma irmã que não vê desde o longínquo ano de 1969. Segundo o idoso, Geni Ferreira de Souza, a parente que tenta achar, estaria hoje com 62 anos. “Não sei se ainda está viva, mas não perco a esperança de vê-la novamente”.
A procura do aposentado mobiliza também seus seis irmãos, todos morando em Rondônia, espalhados entre as cidades de Vilhena, Colorado e Buritis. Amador diz que no ano passado enviou uma carta para o endereço da irmã, que conservava há 41 anos, mas a correspondência não foi respondida e nem retornou.
Pai de 12 filhos, a maioria morando no Cone Sul, o agricultor procurou a Defensoria Pública para realizar o sonho de rever a irmã. “Esse negócio de computador pode ajudar, né?”, anima-se, ao depositar suas esperanças na Internet, onde existem sites que ajudam a localizar pessoas desaparecidas. Atendido pela advogada Vera Paixão, que está se empenhando para promover o reencontro familiar, o idoso deixou dois telefones para contato: 3322-3567 e 8431-9480.