Aumentos da gasolina e do pão francês mostraram que ano será de contas apertadas


O começo de 2016 já deu o tom de como será a economia durante o ano: graças à instabilidade política e a arrocho nas contas públicas, os reflexos em longo prazo no comércio da cidade provocaram uma reação em cadeia. A ordem no momento é cortar gastos e economizar. Mesmo assim, haverá aumentos, já previstos graças ao aumento do salário mínimo para R$ 880,00 a partir do primeiro dia de janeiro. 
Os primeiros setores a sentirem o peso do aumento são de alimentos e combustíveis. O pão francês já teve reajuste devido à alta no preço do trigo, importado da Argentina, e especulou-se, esta semana, que o litro da gasolina chegará aos R$ 4,00. Ainda são projeções, mas os vilhenenses, receosos, já frearam mais os gastos de fim de ano.
A época de volta às aulas, comumente repleta de gastos além do planejado, neste ano está diferente: os pais procuram mais, preferem caminhar e procurar preços melhores, em vez de comprar no primeiro local que encontram. E, quando o setor que mais lucra neste período, quase sempre o suficiente pelo ano todo, começa a recuar, é sinal de que nos próximos meses as contas estarão mais enxutas em todos os setores, a começar pela administração pública.