Após o tumulto de ontem na Casa de Detenção de Vilhena, a direção do estabelecimento está com um problema grave para resolver: não há acomodação para todos os detentos. Como seis celas foram danificadas durante a rebelião, que só acabou na madrugada de hoje, vários apenados estão sendo mantidos no pátio da CDV, sob a vigilância de policiais militares fortemente armados.

Uma comissão formada por agentes da Secretaria de Segurança Pública de Rondônia continua em Vilhena, acompanhando os desdobramentos da crise, que teve início com a ação dos presos contra a retirada de um companheiro do local. O detento iria depor sobre a ação de uma quadrilha que atua na região. Um dos apenados disse, através de celular a um radialista, que os agentes penitenciários estariam espancando seus colegas. A CDV desmente essa denúncia.

Com o pátio lotado e sem condições de manter o contingente de homens por muito tempo no local, as autoridades vilhenenses já decidiram: grande parte dos presidiários será transferida para outras cidades. Não há, porém, definição quanto ao destino deles e muito menos a quantidade que será removida.

EXIGÊNCIAS – Após o fim da rebelião, os presos amotinados entregaram a membros da comissão que acompanhava o caso uma lista de reinvindicações. Entre as exigências deles para não promover novos levantes estão a melhoria da alimentação e a reforma e higienização dos banheiros.

ANGÚSTIA – Do lado de fora do presidio, enquanto policiais tentavam controlar o motim, parentes dos presos aguardavam ansiosos. Os familiares aguardaram toda a ação da polícia e só deixaram o local hoje pela manhã.