Além da vítima, Clebinho também atirou no pé do tio do jovem morto; o homem, então com 54 anos, estava numa cadeira de rodas
Nesta segunda-feira, 10, após quase uma década da morte do boiadeiro Júlio da Silva Machado, o homem apontado como autor dos tiros que tiraram a vida do jovem de 23 anos, sentou no banco dos réus, em Vilhena. Clebson Santos Vieira, o “Clebinho”, tem hoje 27 anos e já cumpre pena no Centro de Ressocialização Cone Sul por outros crimes.
O crime que levou Clebinho a júri popular hoje, ocorreu, conforme a denúncia do Ministério Público, no final da manhã de 25 de abril de 2016, na Travessa 908, do bairro Boa Esperança, em Vilhena.
As investigações apontaram que Clebinho chegou ao local na garupa de uma motocicleta, desceu de arma em punho e disparou contra a vítima, que ainda tentou correr, mas caiu e recebeu novos tiros, principalmente na região da cabeça.
Clebinho também atirou no pé do tio do jovem assassinado. O homem de 56 anos, que teria implorado ao assassino para que não matasse seu sobrinho, estava em uma cadeira de rodas, se recuperando de um acidente.
As investigações foram concluídas em 2019, quando Clebinho já cumpria pena por outro crime (VEJA AQUI). Indiciado e denunciado por homicídio qualificado quase dez anos depois do crime, Clebinho foi finalmente julgado. Os jurados não reconheceram a tese defensiva de negativa de autoria e o condenaram conforme a denúncia.
A magistrada que presidiu o Tribunal do Júri dosou a pena em 16 anos de reclusão em regime inicial fechado.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 11 de Novembro de 2025, às 10:33