Acidentada esperou vários minutos após ligação para o 193 cair em Ji-Paraná
 
Na manhã desta quarta-feira, 23, a repórter Leir Freitas comprovou, ao testemunhar um acidente em Vilhena, um problema que já havia sido denunciado pelo FOLHA DO SUL ON LINE: a mudança no acionamento do Corpo de Bombeiros através do número de emergência 193 pode custar vidas.
 
Agora sendo atendidas em Ji-Paraná, as ligações pelo novo método acabam atrasando o socorro a vítimas de acidentes e de incêndios. Junto com o alerta sobre os problemas causados pela mudança, o site informou que os contatos urgentes podem ser feitos através de outros canais (ENTENDA AQUI).
 
Hoje, quando um carro e uma motoneta se chocaram próximo à rotatória no cruzamento da avenida Tancredo Neves com a BR 174, em frente o supermercado Irmãos Gonçalves do bairro Jardim Eldorado, Leir estava passando e ajudou a agilizar o atendimento dos Bombeiros.
 
A motoneta e o veículo estavam trafegando na mesma avenida, mas em sentidos opostos. Nenhum dos dois condutores percebeu a aproximação do outro e ambos acabaram se envolvendo na colisão, mas estavam conscientes.
 
A comunicadora-testemunha relatou que a mulher passou mais de 10 minutos aguardando atendimento, após fazer a ligação de emergência para o Corpo de Bombeiros. A jornalista, então, acionou a corporação local através do número alternativo disponibilizado para a população vilhenense.
 
Uma equipe do CBM, cujo quartel fica próximo ao local do acidente, chegou rapidamente e resgatou a motociclista. O episódio confirmou que o problema das ligações persiste, mesmo com várias cobranças para que o 193 (que permite chamadas até de celulares sem crédito) seja ativado novamente em Vilhena, cidade conhecida pelo elevado número de acidentes registrados diariamente.