Alan Diego dos Santos Rodrigues estava cumprindo pena no regime semiaberto em Comodoro
 
O FOLHA DO SUL ON LINE teve acesso ao parecer do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, no qual ele se manifesta contra a soltura do autônomo Alan Diego dos Santos Rodrigues, preso na cidade mato-grossense de Comodoro, a 110 km de Vilhena, na última quinta-feira, 26.
 
Allan Diego, atualmente com 30 anos, chegou a ser condenado por participar da tentativa de explodir o aeroporto de Brasília. Após cumprir parte de sua pena no Distrito Federal, ele foi transferido para Comodoro, onde estava fazendo bicos como eletricista, já que era mantido no regime semiaberto (ENTENDA AQUI).
 
No dia 27 de junho, 24 horas após a prisão, determinada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, o acusado passou por audiência de custódia, feita por videoconferência, ocasião em que sua advogada, Thaiane Blanch Benites, pediu a liberdade provisória dele, apresentando os requisitos legais para a concessão do benefício.
 
A nova prisão do comodorense, junto com a de seu parceiro na explosão frustrada do aeroporto, George Washington de Oliveira, e do outro acusado do mesmo crime, Wellignton Macedo de Souza, foi embasada da acusação da PGR, que os denunciou por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de estado e atentado contra a segurança de transporte aéreo, em concurso de pessoas.
 
Embora tenha se manifestado contra a libertação do ex-taxista, a PGR concordou com o pedido alternativo da criminalista Thaiane Blanch para que Allan Diego fique detido em Comodoro, até a decisão do STF sobre as acusações. O processo que resultará no julgamento do caso e das novas denúncias está apenas começando (CLIQUE AQUI e leia parecer na íntegra).
 
A profissional do Direito de Comodoro entende que não haveria razão para a decretação da prisão preventiva de seu cliente, que tem endereço fixo na cidade, estava trabalhando para sustentar os filhos menores de idade e não atrapalhava o andamento do processo na justiça.