“Denunciado disse que pertencer a uma facção criminosa na cidade”
Na noite de ontem, enquanto estava na Unisp, em Vilhena, uma guarnição da Polícia Militar viu chegar ao local uma mulher de 41 anos, acompanhada da filha menor de idade. Ela pediu socorro, dizendo ter sido agredida e ameaçada de morte pelo homem de 33, com quem está vivendo há 6 meses.
A denunciante relatou que, durante todo esse período de relacionamento, vem sendo ameaçada pelo acusado, que promete matá-la. E ameaça: caso não consiga tirar a vida da mulher, um irmão, que assim como ele também seria membro de uma facção criminosa, consumará o assassinato.
No dia dos fatos, o suposto faccionado agrediu a vítima, desferindo um soco no peito dela, e deixando-a com escoriações pelo corpo. A denunciante, que mora com o marido em uma chácara no entorno de Vilhena, onde ambos trabalham como caseiros, disse que ela e a filha vivem amedrontadas, pois o companheiro dorme com duas facas embaixo do travesseiro.
A mulher explicou que foi buscar ajuda na Polícia Civil após uma discussão com o agressor por motivo fútil. Mãe e filha teriam sido expulsas da casa, e a vítima teve seu celular danificado. A garota enxotada junto com a mãe, presenciou as agressões e ameaças feitas pelo padrasto.
Após o relato da denunciante, a guarnição da PM foi até a chácara onde o acusado estava e pediu que ele abrisse a porta. O caseiro, no entanto, disparou, ofendendo os militares que atuavam na ocorrência: “vão tomar no c..., não vou abrir porra nenhuma”.
Após arrombar a porta, a equipe entrou na casa, e encontrou o morador descontrolado. Em tom de ameaça, ele dizia que “ia ferrar com a polícia”, o que levou os policiais a usar a força para algemá-lo, mesmo sob forte resistência.
Na Unisp, onde foi apresentado, o agressor acusou um sargento de “racista”. A mulher que o denunciou, temendo ser novamente vítima de violência pediu medida protetiva contra ele.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 27 de Fevereiro de 2026, às 11:12