Mecânico tentou atacar militares e foi atingido por disparos de arma de choque
 
Na noite de ontem, ao ser acionada para lidar com uma ocorrência envolvendo ameaça de morte no bairro Embratel, em Vilhena, uma guarnição da Polícia Militar teve que enfrentar uma situação tensa e arriscada.
 
Ao chegarem ao local indicado, os militares conversaram com a mulher que tinha ficado sob a mira da arma de fogo do marido. Ele chegou à casa de um familiar da vítima afirmando que ela deveria ir embora para sua residência e prometendo matar todos os que tentasse intervir.
 
Temendo por sua vida, e pela do bebê de apenas 1 ano que carregava nos braços, a mulher obedeceu e seguiu para casa, porém, quando chegou ao local, homem, ainda portando a arma, passou a agredi-la verbalmente. Temendo que o acusado cumprisse as ameaças de matá-la, a mulher acionou a Polícia Militar.
 
Em frente a residência, os militares foram informados pela vítima que o agressor estava no interior do imóvel. Ao perceber a presença dos policiais, o denunciado fugiu, desobedecendo as ordens de parada, e se escondeu dentro de sua oficina.
 
Durante a abordagem, o mecânico não só resistiu, como passou a atacar os PMs, desferindo socos contra eles. Em seguida, subiu em uma mesa da oficina, segurou fios da alta tensão do elevador de veículos e passou a ameaçar tirar a própria vida.
 
Diante da ameaça de suicídio por eletrocussão, os policiais iniciaram uma negociação, que se prolongou. Ao perceber que o denunciado não demonstrava intenção de desistir de se eletrocutar, um dos militares estendeu a mão e o puxou de cima da mesa.
 
Na sequência, o homem voltou a investir contra os militares, inclusive usando ferramentas. Diante de tamanha agressividade, a guarnição usou uma arma de choque elétrico. Mesmo sendo atingido por dois dardos, o agressor continuou fugindo.
 
Ao receber o terceiro disparo de choque, o acusado caiu, batendo a parte frontal da cabeça no chão. Ainda assim, se levantou e correu para um terreno baldio. Ali, após outras equipes policiais serem acionadas, a captura foi finalizada. Após isso, o personagem seguiu para a Unisp, onde a ocorrência foi registrada.
 
Durante diligências complementares e busca domiciliar, foram localizados uma munição calibre .38 intacta, uma porção de substância entorpecente aparentando ser maconha, e oura aparentando ser crack. A arma de fogo não foi localizada.
 
A vítima resgatada informou que, naquela mesma data, já havia comparecido à Unisp para registrar ocorrência de violência doméstica e solicitar medida protetiva de urgência, relatando ainda que o agressor permaneceu durante todo o dia sob efeito de drogas.