Policiais civis, militares e federais de todo o Cone Sul estão encurralando os quatro assaltantes de banco que fugiram de Chupinguaia no último dia 5 após tentarem roubar, sem sucesso, os caixas eletrônicos onde teria sido depositado o pagamento dos funcionários do Frigorífico Marfrig, o maior da cidade.
Depois de ferirem o gerente Dilson Vasconcelos com um tiro de raspão na cabeça, eles fizeram sete reféns, incendiaram veículos, bloquearam uma ponte e embrenharam-se na mata.
Na tarde desta quinta-feira 6, a reportagem da FOLHA esteve na barreira montada na estrada estadual RO-393, que dá acesso a Chupinguaia a partir da BR-364.
Segundo o Major PM Rildo, que comanda um grupo composto por membros da Polícia Rodoviária Estadual e do Comando de Operações Especiais da PM (COE), o cerco não tem data para ser suspenso: “Eles vão ter que se render. Existem muitas linhas vicinais na região mas todas estão sendo monitoradas 24 horas por dia”.
Já uma equipe do Serviço de Investigação e Capturas da Polícia Civil de Vilhena (Sevic), com os policiais R. M. M. e L. a bordo de uma L 200, todos fortemente armados, confirmou que os assaltantes têm em seu poder armas de grosso calibre, como escopetas calibre 12, mas desmentiram boatos de que os assaltantes tenham fuzis. Todos os quatro descartaram a hipótese de os assaltantes pertencerem a quadrilhas de outros estados, inclusive fugitivos do Complexo do Alemão (RJ).