Na noite do último dia 9 a Polícia Militar recebeu um chamado e ouviu da vítima a acusação de que Alexandre Ribeiro da Silva, e outro rapaz chamado Flávio Luca de Oliveira teriam tentado aplicar-lhe um golpe.
Segundo a vítima, que tem um carro para vender, Alexandre demonstrou interesse em comprar o veículo e mostrou um cheque no valor de R$ 7.200. De acordo com relatos do proprietário do veículo, os rapazes pediram que ele liberasse o carro para que ambos fossem até um comércio na avenida Paraná, onde trocariam o cheque e voltariam em seguida. Como garantia, Alexandre deixou o CPF e o Titulo de Eleitor de Flávio.
Como Alexandre e o amigo não voltaram para concretizar o negócio, nem para devolver o veículo, a vítima ligou para a polícia e começou ele mesmo a procurar pelo carro. Encontrou o veículo e os dois rapazes na casa de Flávio na rua 1707, do Jardim Primavera. A vítima pegou o carro de volta e disse que não faria mais negócio com Alexandre.
Os policiais foram à residência e encontraram com Alexandre duas folhas de cheque, uma preenchida no valor de R$ 7.200, e a outra assinada, mas em branco. O detalhe é que ambas as folhas de cheque eram em nome da mesma pessoa, mas as assinaturas não batiam.
Alexandre foi detido sob a acusação de falsidade ideológica, por ter usado os documentos do amigo como se fossem dele. E Flávio foi conduzido para dar explicações do porque permitiu que o amigo usasse seus documentos.
A explicação dada por Alexandre para a posse das folhas de cheques é que ele teria pegado com um “rolista” da cidade de Comodoro (MT), conhecido como Juninho, como pagamento da venda de um veículo que havia vendido.
Mas, a situação de Alexandre se complicou no final da tarde deste domingo (14), quando uma segunda vítima registrou um Boletim de Ocorrência contra ele.
De acordo com relatos Dirceu dos Santos Lisboa, de 63 anos, ele vendeu para Alexandre, no dia 29de julho, um veículo Saveiro e recebeu como pagamento um cheque no valor de R$ 11 mil.
Quando ficou sabendo que o cheque era de procedência duvidosa, o idoso foi ao banco e consultou o cheque que não tinha fundos.