Ele foi criticado quase o jogo todo por boa parte da torcida. Não foram poucas as vezes em que os torcedores gritaram pedindo a saída do jogador na partida de segunda-feira, no Estádio Hercílio Luz, em Itajaí (SC). Mas o atacante não se abateu. Marcou os dois gols na vitória por 2 a 0 sobre o Concórdia, triunfo que garantiu o retorno do Marcílio Dias à primeira divisão do Campeonato Catarinense.
No dia seguinte a um dos melhores jogos em que fez na curta carreira como atleta, uma folga merecida. E entre tantas entrevistas e telefonemas, ele arrumou um tempinho para pedir a namorada em casamento. Ao vivo. Em um canal de TV local de Itajaí.
Falamos de Tardelli. Sobrenome de craque, como Diego Tardelli, do Atlético (MG). Mas a coincidência para por aí. Até porque Tardelli é o nome do jogador de 24 anos, que já defendeu 15 clubes na carreira.
“Eu nasci em 1988 e meu pai era fã de um jogador italiano que tinha esse nome”, conta Tardelli Aguilera Coelho, referindo-se a Marco Tardelli, meia que defendeu a Squadra Azzurra nas copas de 1978, 1982 e 1986.

De folga, ele aproveitou para passear com a futura esposa na avenida Beira-rio, em Itajaí. Antes disso, eles estiveram em um programa da TV MCA e, ao se despedir do apresentador, o jovem resolveu surpreender a todos e pedir a noiva em casamento.
“Eu não acreditei na hora, fiquei muito surpresa. Mas fazia tempo que a gente conversava sobre isso”, disse Cinthia Moura, cujos pais moram em Vilhena e que já foi secretária do jornal FOLHA DO SUL.
Os dois estão juntos desde 2009, quando Tardelli defendia o Vilhena Esporte Clube (VEC). E nos últimos anos é ela quem acompanha o jogador nessa peregrinação de clube em clube, de cidade em cidade. Antes de vir para Itajaí, eles estavam em Rio Brilhante (MS), onde o atacante defendeu o Águia Negra. Agora, confessa ter recebido outras sondagens, mas não esconde o desejo de continuar no Marinheiro.
“Primeiro, vamos em busca do título, depois vou pensar nisso”, comenta o jogador.
Paciência para aguardar a melhor chance
Tardelli nasceu em Cuiabá (MS) e é o mais novo de três irmãos. Depois de passar por clubes como Mogi Mirim, Guarani de Campinas e 15 de Piracicaba, chegou a Itajaí, indicado por Agenor Piccinin. Viveu toda a turbulência do início e fim da parceria com a LA Sports e foi ganhando espaço aos poucos. No início do estadual, fez dois jogos, não foi bem e acabou no banco. Somente com a transferência de Rodrigo Jesus para o Caxias (RS), conquistou de vez a vaga no time titular.
“Nosso grupo é muito bom de trabalhar. Não tem trairagem, não tem panelinha, todo mundo se dá bem e ninguém fica tentando tirar a vaga do outro”, diz o atacante.
O jogador diz estar vivendo um dos melhores momentos da carreira. E enche o técnico Paulo Foiani de elogios.
“Ele vai ser um excelente treinador, fala muito com a gente, ajuda bastante”, comenta.