Acusado já havia recebido voz de prisão dada por vizinho, que é policial civil

 
Na noite de ontem, a Polícia Militar enviou uma guarnição até o bairro Jardim Green Ville, em Vilhena, após ser acionada por um policial civil, que havia dado voz de prisão a um vizinho de 36 anos, que estava chegando em casa com um revólver calibre .38 nas mãos.
 
O agente da PC decidiu agir ao escutar um estampido similar ao disparo de uma arma de fogo. Com a pistola que usa em seu trabalho, o policial civil deu ordens ao vizinho armado, que as obedeceu e revelou ter adquirido a arma para se proteger, porém sem dar maiores detalhes.
 
Quando a guarnição da PM inspecionou a casa do atirador, encontrou nas proximidades do portão do imóvel, 6 cápsulas deflagradas do mesmo calibre do revólver dele, em cujo tambor estavam outras três munições intactas. Ele explicou que havia efetuado disparos em uma propriedade rural e não em via pública.
 
Após dar voz de prisão ao denunciado, os policiais estavam colocando-o na viatura para ser apresentado na Unisp, no momento em que um amigo dele chegou. Indignado, o outro homem de 36 anos começou a disparar ofensas contra os militares.
 
“Vocês não têm o que fazer não?”; “era pra estarem prendendo bandidos”; “...vão procurar o que fazer!”, foram as frases ditas pelo homem, incitando os familiares do atirador e também hostilizarem a guarnição. Acabou preso por desacato e levado junto com o amigo.