Proposto pelo deputado Maurão de Carvalho e instituído através de lei aprovada pela Assembléia Legislativa de Rondônia no ano 2000, o Dia do Evangélico continua provocando discussão. Os próprios protestantes chegaram a criticar a iniciativa, já que ela equipar as igrejas evangélicas às católicas, com sua tradição em homenagear santos no calendário.
Atualmente, a data não prevê feriado e sim ponto facultativo nas repartições públicas. Já as empresas podem abrir as portas, mas são obrigadas o pagar horas extras aos empregados. Em Vilhena, a polêmica em torno da data vai além: por causa da divergência de agendas, fiéis de diferentes denominações irão participar de eventos distintos em comoração ao Dia do Evangélico.
Assembleiano, o deputado Maurão definiu o dia 18 de junho para propôr a lei porque a data coincide com o aniversário de fundação de sua denominação. Tanto que, em Vilhena, a Assembléia terá uma programação exclusiva: uma carreata na parte da tarde, com encerrramento no templo central, onde acontecerá a abertura do “Congresso de Missões”.
Já o restante das igrejas promoverá uma concentração na praça Ângelo Spadari, a partir das 20:00h. No local, além de pregações, também serão realizados shows musicais. Nomes consagrados no segmento gospel, como o pastor Carlos Eduardo, de Belo Horizonte (MG) e a cantora Nívea Soares, do conhecido grupo “Diante do Trono”, da Igreja Batista Lagoinha, também da capital mineira, já confirmaram presença.
Para o pastor Genivaldo Santos, líder da Igreja Missionária Unida e presidente da Ordem dos Ministros Evangélicos de Vilhena (Ormevi), a data não divide o rebanho. O religioso diz que eventuais conflitos de agenda não podem estar acima do propósito do “feriado”, que é a união dos cristãos protestantes. “Hoje, utilizamos esse dia para cultuar a Deus, que, afinal, é a razão de tudo o que fazemos”, argumenta o pregador.