Na semana que vem, completa o ano a morte do professor vilhenense Luiz Antônio Dias dos Santos. Ele era dono do colégio Anglo, um dos mais tradicionais de Vilhena, e foi morto a tiros em Cuiabá (MT), no dia 28 de setembro do ano passado.
Neste período, a polícia não encontrou nenhuma pista que pudesse levar aos autores ou aos mandantes do crime.
A escola que Luiz comandava na cidade fechou as portas após sua morte.

RELEMBRE O CASO:

 

Dono de colégio foi vítima de pistolagem, diz a Polícia


Crime ocorreu em frente ao Anglo, na Avenida Isaac Póvoas, há sete meses


Mesmo com a divulgação do retrato-falado do pistoleiro que executou o empresário Luiz Antônio Dias dos Santos, 60, no dia 28 de setembro, com três tiros de pistola na cabeça, em frente ao Colégio Anglo, no centro de Cuiabá, a Polícia não tem pistas do suspeito. E nem da motivação, embora a hipótese de passional (motivado por paixão) seja a mais provável.

Segundo o delegado Antônio Carlos Garcia, da DHPP, responsável pelas investigações, a única certeza, até agora, sete meses depois, é que se trata de um crime de pistolagem. “Essa é, por enquanto, a única convicção que temos”, observou. Em se tratando de crime de pistolagem, além do autor, existe a figura do mandante, lembrou o delegado.

Para policiais Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, o pistoleiro seria de outra cidade ou Estado, uma vez que, mesmo com a divulgação, não houve identificação do suspeito. Em novembro, os policiais viajaram para a cidade de Ji-Paraná (RO), em buscas de pistas, ma nada foi encontrado.

“A vítima morava sozinha e não era muito de falar sobre sua vida pessoal, mesmo com o filho que morava em Cuiabá. Com isso, fica difícil saber com quem ele estava se relacionando”, acrescentou o delegado.

Conforme as investigações, as duas mulheres mais próximas do empresário não possuem namorados fixos, dificultando ainda mais o esclarecimento do assassinato.

Cerca de 20 dias após o assassinato, a DHPP divulgou o retrato falado do pistoleiro que executou do empresário. O retrato digital – semelhante a uma fotografia – foi confeccionado com base nas informações fornecidas por testemunhas da execução, no começo da manhã, na Avenida Isaac Póvoas, área central de Cuiabá.

“O retrato digital se assemelha muito a uma foto. Alguém vai reconhecer e isso vai ajudar nas investigações”, disse o delegado. Garcia acrescentou que, a partir da prisão do suspeito, é que poderá descobrir se houve ou não mandante.

Inicialmente, havia a suspeita de o empresário ter sido vítima de algum acerto de contas envolvendo dívidas, mas as investigações apontam que o Colégio Anglo, do qual ele era sócio, estava em “saúde financeira perfeita”.

O crime

O criminoso esperou a vítima entrar no estacionamento, em frente ao colégio, na avenida. Lá, o empresário deixou sua picape Hilux prata.

Assim que chegou ao portão, o empresário foi surpreendido pelo pistoleiro, que atirou quatro vezes, a curta distância.

O autor dos disparos esperou a vítima sair do estacionamento para executá-la na calçada.

O empresário foi atingido por três tiros na cabeça. O bandido fugiu sem nada levar – o notebook do empresário ficou caído junto ao corpo.