Com seu “ganha-pão” instalado no meio da avenida mais movimentada do Parque Ovídio Miranda de Brito, o ambulante Marcos Antônio Xavier chega a faturar até R$ 150 por noite, desafiando quem acha que tem chute certeiro. Com duas garrafas e uma bola, o rapaz, que é da cidade de Sete Quedas (MS) diz que ganha menos (ou nada) quando dá o azar de encontrar apostadores de boa pontaria.

 

O desafio de Marcos é aparentemente simples: ele paga cinco reais a quem derrubar as duas garrafas com o mesmo chute. Ganha a mesma quantia quando o desafiado erra os alvos. E, para provar que não há truque, faz questão de encaixar pelota nos objetos. Um espectador que observava a cena, diante da reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE, no entanto, apontou uma esperteza: a bola ovalada tem movimento irregular e, por isso, quando chega até os recipientes, pende para um lado, deixando um deles em pé. O dono do negócio, que trabalha sozinho, obviamente, desmente a acusação.

 

No mundo das feiras agropecuárias há 12 anos, o sul-matogrossense diz que investe o que ganha nestes eventos na pequena loja que possui na cidade natal. “Não quero depender financeiramente de ninguém quando chegar velhice”, revela, precavido, explicando que o jogo que garantirá seu aposentadoria sem sobressaltos se chama “Bom de Bola”.