Depois de filmar a última cena sem camisa, Taylor se vingou: “Comi como um porco!”
Chegou a hora de dizer adeus. Depois de quatro anos e quatro filmes, “ A Saga Crepúsculo ” chega a seu capítulo final. Seu quinto episódio, “ Amanhecer – Parte 2 ”, estreia nesta quinta-feira (15) nos cinemas do Brasil. Exatamente como a autora Stephenie Meyer imaginou, Bella ( Kristen Stewar t) descobre suas habilidades de vampira, como caçar ou criar um escudo de proteção invisível; Edward ( Robert Pattinson ) agora é pai, e precisa proteger também a pequena Renesmee ( Mackenzie Foy ). Para isso conta com a ajuda do antigo inimigo número um, Jacob ( Taylor Lautner ), que passou pelo controverso processo de “imprinting” com a menina – uma espécie de laço para toda a vida.
Se para os fãs se despedir da série não é nada fácil, para os atores também não é. “‘Crepúsculo’ foram cinco anos da minha vida. Realmente gostei de fazer. Você carrega isso para sempre”, disse Kristen Stewart ao iG em uma mesa-redonda, em Los Angeles.
Seu colega Taylor Lautner completa: “Estou triste e aliviado. Mas também é bom estrear e virar a última página”, explicou. O britânico Robert Pattinson mal sabe ainda como realmente vai se sentir quando o furacão “Twilight” passar. “As pessoas têm me perguntado sobre isso desde o terceiro filme. É libertador de certa forma. Mas não sei ainda.”

 A MAIS BEM VESTIDA, O MAIS DESEJADO E O MAIS RICO

Os últimos quatro anos foram uma aventura para o trio principal da saga. Kristen, por exemplo, virou a atriz mais bem paga do mundo , além de ser eleita também a mais bem vestida .

Robert se tornou o garoto mais cobiçado entre as teenagers, enquanto Taylor Lautner é atualmente o adolescente mais rico do cinema -- o salário do trio no último filme ficou na faixa dos R$ 50 milhões cada. “Perdi meu baile de formatura, mas não trocaria as experiências que tive por isso. Um dia, posso ter um baile de formatura num filme”, disse Taylor.

Mesmo antes de ganhar o ponto final, a bilheteria da saga passou dos R$ 5 bilhões. Evidentemente, todos sabem o que “Crepúsculo” significou em suas vidas. Para Elizabeth Reaser , intérprete de Esme, a matriarca dos vampiros Cullen, o sentimento de “missão cumprida” é positivo. “Tivemos sorte de poder finalizar. Quando começamos a filmar o primeiro capítulo, não tínhamos ideia do que ia ser.” Peter Facinelli, que interpreta Carlisle, o pai adotivo de Edward, emendou: “A gente só esperava que pessoas suficientes fossem assistir para fazermos o segundo filme.”
Além do sucesso pessoal, o êxito da “Saga Crepúsculo” trouxe um sentido de responsabilidade social para alguns dos atores. Kellan Lutz , que faz um dos vampiros do clã Cullen, vê a relação com os fãs como se fosse o Homem-Aranha – “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. “Não quero fazer coisas que não faria na frente da minha mãe. Temos fãs, e eles nos admiram”, explicou.

 DESFECHO DIGNO DE HOLLYWOOD

O processo de filmar os dois últimos capítulos foi longo: foram sete meses rodando as duas partes finais simultaneamente, com intervalo de um ano entre uma produção e outra. O desafio de dirigir o capítulo final da série ficou nas mãos de Bill Condon (“Dreamgirls - Em Busca de um Sonho”).

Muito se especula sobre alterações feitas na história original para a versão cinematográfica e, de fato, os fãs podem aguardar surpresas. O próprio diretor conta que dirigiu uma cena de batalha épica que não existe no livro. Mas calma: a ideia foi da própria Stephenie Meyer e escrita com sua supervisão pela roteirista Melissa Rosenberg .
“Quando entrei no projeto, já havia um esboço sobre isso, não foi ideia minha. Não acho que faria o filme se fosse como no livro, porque não funcionaria. É muito mais cinematográfico, mas não acredito que tenha ficado imposto ou falso, porque está no espírito do livro e há uma explicação para tudo”, disse o cineasta.

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Por causa disso e do bebê Renesmee, cujo rosto foi criado digitalmente, foram necessários muitos efeitos especiais -- quase 2 mil para as duas últimas partes, coisa do nível de “Avatar”.

Filmar as cenas com o bebê, por exemplo, não foi nada fácil. Frequentemente, no lugar do bebê de verdade entravam bonecos de borracha, e um bebê mecânico, com fios espalhados por todo o corpo. “Gostaria de ter tido um bebê sempre em meus braços, teria sido bem útil”, reclamou Kristen. “Era muito melhor quando tinha um bebê de verdade, a sensibilidade no set ficava diferente”, disse Jackson Rathbone , que faz Jasper, cunhado do Edward.

A FOFURA DE MACKENZIE FOY E A FORÇA OCULTA DE KRISTEN

Ninguém reclamou, no entanto, de contracenar com a pequena Mackenzie Foy, 10 anos na época da filmagem, que interpreta Renesmee já crescidinha – como se sabe, ela se desenvolve muito mais rapidamente do que uma criança humana normal. “Ela foi muito mimada no set. Não tinha visto os filmes anteriores nem lido os livros e acho que nem conhecia ninguém do elenco. Chamava o Rob de Senhor Rob e a Kristen de Senhorita Kristen”, contou Nikki Reed , que vive Rosalie, irmã de Edward e tia de Renesmee. “Outro dia recebi um e-mail dela: ‘Oi, Senhora Nikki! Vai ser tão bom participarmos de programas de TV juntas, assim não fico nervosa’. Ela é uma criança muito normal.”
Para Taylor Lautner, sua cena favorita foi aquela em que Bella fica sabendo que Jacob teve um “imprinting” com sua filha. “A gente se divertiu muito. E a Kristen me bateu bastante, ela é mais forte do que você imagina”, contou Lautner. “O ‘imprinting’ não é uma escolha, é uma coisa grande”, explica o diretor Bill Condon. “Ele ficou muito nervoso, com razão, porque era a ideia mais controversa do livro. Era preciso manter a pureza, mas Taylor é puro, eu não estava tão preocupado quanto ele. Ele sempre encontra o humor nas menores coisas. Por causa disso, ficou bom.”

O maior alívio do ator, porém, foi fazer sua última cena sem camisa. “Foi difícil não rir enquanto estava tirando minha roupa na frente de Billy Burke . Eu celebrei quando terminei, porque era minha última cena sem camisa na franquia. Fui jantar e acho que nem pedi comida, só sobremesa. Comi que nem um porco na semana seguinte.”