Em um artigo-desabafo publicado na revista Caras, Alessandra Maestrini, mais conhecida como a Bozena de “Toma Lá, Dá Cá” (aquela que era de Pato Branco), resolveu sair do armário e assumir sua bissexualidade. O texto todo é um relato apaixonado de como foram 37 anos de angústia ao ter que esconder essa faceta de sua personalidade durante tanto tempo.
A imprensa sempre me trata com o carinho e discrição que eu gostaria e, ainda assim, eu estou exausta. Exausta de não me sentir amada incondicionalmente. Exausta de não me permitir amar e ser amada como devo e como mereço. Exausta de me sentir rejeitada e, é claro, especialmente por mim mesma. Exausta de assumir uma posição superficial sobre tantos assuntos para ‘não me expor’. Exausta de falar sobre sexualidade não ortodoxa como se me referisse a terceiros, quando na verdade estou entre os sujeitos e sou o objeto do assunto. Não estou falando sobre ‘eles’. Estou falando sobre ‘nós’.
Em outro momento ela volta a justificar sua revelação neste momento:
Não estou abrindo mão da minha intimidade.Estou fazendo questão da minha identidade. Sou múltipla: dentro da pessoa existe uma mulher, uma criança, uma velha, filha, amante, artista, filosofa, amiga, mil outras coisas…. Dentro da artista existe uma comediante, uma atriz dramática, uma pin up, uma cantora, bailarina, escritora, poetiza, compositora, tradutora, versionista…. Dentro da cantora, todos os estilos… Dentro da atriz, infinitos personagens… Dentro da poetiza, versionista e compositora, incontáveis direções… E assim, sucessivamente… Porque dentro da minha sexualidade haveria eu de ser chapada e não, coerentemente, multidimensional?
O texto termina de forma singela, deixando claro que um grande peso foi tirado de suas costas. “Ai! Que alívio! :)”, escreveu Alessandra.
Fonte:
POP
Publicado em 13 de Agosto de 2014, às 08:56