Em maio de 2013, este site publicou uma reportagem relatando a situação precária da única Delegacia da Polícia Civil de Cerejeiras, que também atende os municípios de Corumbiara e Pimenteiras. Na reportagem publicada na época, o leitor foi informado que os servidores do órgão, policiais e escrivães, não estavam tendo as condições estruturais aceitáveis para a natureza do trabalho que executam.
Agora, no início de 2015, mais de dois anos depois da primeira reportagem, o site voltou à Delegacia de Polícia Civil de Cerejeiras. A situação é a mesma desde então. O prédio do órgão continua sucateado, invadido por mato e, ainda por cima, sendo “espremido” pelas instalações de um mini-presídio, que fica anexo ao imóvel.
Segundo apurações deste site, só existem três salas no órgão: a do delegado, a recepção (onde fazem os primeiros procedimentos) e a de investigação. Além disso, existe também um banheiro, que está em péssimas condições, e uma pequena antessala na entrada, aberta, onde o cidadão que procura a delegacia pode se deparar com um suspeito algemado numa barra de ferro.
O prédio da cadeia pública de Cerejeiras fica anexo às instalações da delegacia, e, pode-se dizer, que o pequeno presídio, com cerca de 80 apenados, esteja “engolindo” a DPC.
Além dessas condições físicas, sabe-se também que a internet dos computadores (que são poucos) do órgão é extremamente lenta.
No data em que esta reportagem esteve na delegacia cerejeirense, na semana passada, era dia de visita no presídio. Os visitantes, que geralmente são familiares dos presos, acabam disputando o espaço físico com os cidadãos que procuram a delegacia de Polícia Civil para tratar de algum assunto.
O FOLHA DO SUL ON LINE procurou servidores da delegacia da Polícia Civil de Cerejeiras para comentar o assunto, mas nenhum deles quis dar entrevista.
Delegacias em Rondônia
No dia 29 de maio de 2014, o site de notícias G1 publicou uma reportagem sobre as condições das 68 delegacias da Polícia Civil de Rondônia. Segundo a reportagem do portal, 99 por cento delas estão sucateadas. Os dados eram do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Rondônia (Sinsepol).
Também no ano passado, a situação precária das delegacias de Polícia Civil de Rondônia motivou uma ação dos servidores dos órgãos no Ministério Público do Trabalho (MPT), alegando que as estruturas físicas dessas entidades não ofereciam condições dignas de trabalho.