Ninguém da diretoria do Lobo do Cerrado esconde: o Vilhena Esporte Clube está passando pela maior crise financeira de sua história. Sem dinheiro para pagar os atletas que restaram em seu plantel, o time vem conseguindo saldar dívidas, aos trancos e barrancos, graças à caridade de alguns torcedores.

Prova de que a situação é mesmo constrangedora é o fato de os jogadores estarem morando num alojamento cuja energia elétrica chegou a ser cortada por falta de pagamento. Vira e mexe, algum empresário compadecido diante de tanta penúria também fornece alimentos, que estão em falta no muquifo dos craques abnegados.

Mas nenhuma das tragédias cotidianas do escrete alvi-rubro se compara, em dramaticidade e papagaiada, à que foi registrada hoje. Apiedado dos famintos jogadores, o agricultor Nadir Comiram, um dos maiores plantadores de soja do Cone Sul, doou um saco de feijão de 60 quilos aos desnutridos campões do jejum involuntário. Se alguém fornecer o óleo e o tempero, de fome a turma não morre até o jogo que decide a vaga na final, marcado para a noite do próximo domingo, 19.

O problema é que, até o início da tarde de hoje, cartolas e jogadores tentavam fazer uma vaquinha para ir buscar o donativo, vital para que ninguém morra de inanição na concentração. Chegou-se a pensar em economizar no frete contratando um mototaxista para o serviço. O profissional do guidão, no entanto, tendo que, ele próprio colocar comida na mesa dos filhos, refugou do transporte.

Resultado: até agora o saco de feijão está lá. Diante dessa triste realidade, o FOLHA DO SUL ON LINE faz um apelo aos que podem transportar o alimento. A alma caridosa que tiver meios para  recolher o feijão, deve se dirigir à saída da cidade, sentido Cuiabá e entrar na fazenda do doador, que fica às margens da BR 364. Mas, atenção: favor chegar antes das seis da tarde, senão... não tem janta hoje.