O empresário Ademilson de Gouveia, o Nino da Funerária, explicou ao FOLHA DO SUL ON LINE, com exclusividade, o incidente registrado no sábado, quando a família de um rapaz morto num acidente de motono mesmo dia, acionou a polícia e o acusou de vilipêndio de cadáver.
O episódio causou revolta na cidade, quando a família do jovem Devair Santana Vidal, de 23 anos, que bateu a moto que pilotava numa carreta, voltando de um balneário, abriu o caixão onde estava seu corpo e descobriu que ele estava com a mesma roupa que usava quando havia morrido. Duas viaturas da PM foram chamadas à residência onde acontecia o velório.
De acordo com Nino, antes do funeral, ele fez um orçamento para a família do falecido. Os parentes do rapaz teriam achado preço muito alto e, segundo Nino, aceitaram sua sugestão para que o cadáver fosse mantido numa urna lacrada. “Eu doei o caixão e eles não iam pagar nada pelo sepultamento”, revelou o empresário, reafirmando que a idéia era fazer o enterro rapidamente, a pedido da própria família, sem a abertura da urna.
Mas, segundo o agente funerário, quando o corpo seguiu para o velório, amigos de Devair teriam se irritado pelo fato de o cadáver não ter sido preparado para o enterro. “Eles agrediram dois funcionários meus e ameaçaram até de linchá-los se não abrissem a urna”, revelou, acrescentando que os rapazes, após serem obrigados a tirar o lacre do caixão, foram orientados a deixar a cerimônia para evitar mais violência.
A situação só ficou mais tranqüila quando a vereadora Maria José (PDT) chegou ao local e, em nome da prefeitura, pediu para que a Funerária São Matheus lavasse o corpo e o preparasse adequadamente. Nino resgatou o cadáver e levou quase seis horas no preparo. O funeral, que custou R$ 5 mil, só foi realizado no dia seguinte ao falecimento.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 19 de Agosto de 2013, às 12:46