Prestes a ser inaugurado em Vil hena, o presídio que está sendo construído na cidade pelo Governo do Estado, ao custo de R$ 13 milhões, vem levantando dúvidas e mobilizando agentes penitenciários em busca de melhores cargos.
A primeira dúvida diz respeito ao funcionamento da unidade. Ainda não se sabe se o estabelecimento abrigará toda espécie de presos ou se para lá serão mandados apenas os já condenados. Caso as autoridades de segurança optem pela segunda hipótese, será necessária a contratação de mais agentes, além da definição de um outro local onde ficarão detidos os apenados que aguardam julgamento.
Tanto o deputado Luizinho Goebel (PV) quanto o secretário de Estado prometem transformar a atual Casa de Detenção em uma escola de tempo integral. Todos aplaudem a iniciativa, mas há quem avalie que ela não sai do papel em menos de três anos, ou seja, após a conclusão do mandato do atual governador, Confúcio Moura.
Instalado numa área rural, a mais de 10 km do centro da cidade, o complexo penitenciário também é palco de ações inusitadas. Recentemente, a placa que anunciava a obra foi modificada e, no lugar palavra “presídio”, passou a exibir a expressão “cadeia pública”.
Um agente penitenciário explicou ao FOLHA DO SUL ON LINE o motivo da alteração. “Presídio tem que pagar salários melhores aos funcionários, já que eles lidam com presos do regime fechado”, disse.
Entre os agentes, embora não haja o temor de perder benefícios, muitos estão sob tensão, já que não há definição sobre quem passará a comandar a nova unidade prisional. Em caso de diretores sem experiência, o risco é grande para os servidores e para os próprios detentos.