Em entrevista concedida agora há pouco, por telefone, ao www.folhadosulonline.com.br, o advogado Roniéder Trajano, uma das vítimas do assalto a um ônibus da Eucatur, que ia de Vilhena para Porto Velho na noite de ontem, disse que vai processar a empresa.
O ataque ao coletivo aconteceu vinte quilômetros depois da cidade de Cacoal, e teria contado com a participação de três assaltantes. Conforme o relato de Trajano, após sair da rodoviária de Cacoal, o ônibus parou num estabelecimento (ponto) conhecido como “Peninha”. Neste local embarcou um rapaz branco, de mais ou menos 1,60m, que se identificou apenas como Tiago. O advogado, que seguia para Porto Velho onde participaria de uma audiência, suspeita que o nome dado seja falso.
O passageiro recém-embarcado, que se sentou no meio do ônibus, esperou que o veículo se afastasse da zona urbana para render o motorista. De arma em punho, o marginal esperou que dois comparsas, que seguiam de moto a condução se aproximassem. O ônibus parou e a dupla entrou, portando armas e exigindo dinheiro dos passageiros.
Após recolher aproximadamente R$ 8 mil, o trio desceu e disparou um tiro de advertência para o alto. Roniéder conta que o susto foi grande entre os ocupantes do coletivo, onde havia também crianças. O próprio advogado foi roubado em R$ mil, que estavam em sua carteira. O causídico desmente que os bandidos tenham roubado celulares e outros itens.
O motivo pelo qual Roniéder já anunciou o processo contra a Eucatur se deve, segundo ele, a vários fatores. “O principal é que eles deixaram um passageiro embarcar em local indevido e não pediram sua identificação completa”, informa. O vilhenense, que garante ter visto vários outros passageiros da cidade no ônibus, reclama ainda do tratamento que recebeu da empresa após o roubo. “Eles simplesmente se omitiram, não oferecendo sequer passagens de volta para pessoas que estavam indo participar de cursos ou fazer tratamentos médicos na capital”, irrita-se Trajano, acrescentando que outro incômodo da viagem foi o ar condicionado do carro, que estava estragado desde seu embarque em Vilhena.