O Juízo Criminal de Cacoal decretou segredo de justiça no processo envolvendo a advogada Vera Lúcia Nunes de Almeida, que se entregou à polícia nessa segunda-feira após ter sua prisão decretada sob a suspeita de ter contratado os pistoleiros que mataram seu marido, o advogado Valter Nunes de Almeida, presidente da subsecção da OAB de Cacoal, em 30 de março de 2007. Ela se apresentou à polícia na segunda-feira, foi interrogada, indiciada e presa. Por ter curso superior, estaria recolhida no Centro de Correição da Polícia Militar em Porto Velho, em cela especial.
Também foi decretado segredo de justiça em relação aos outros acusados de envolvimento no caso - do vidraceiro Cássio de Jesus Claros, de 27 anos, e do pintor de paredes Jonas de Freitas, de 29 anos. Mas no inquérito foram citdas outras pessoas. Por isso, novas prisões poderão ocorrer nas próximas horas.
Valter Nunes foi assassinado a tiros dentro do escritório de advocacia. Na ocasião, a advogada Vera Lúcia e os três filhos do casal estavam em Brasília e ficaram retidos pelo “apagão aéreo” que ocorreu na época do crime.
Vera chegou a aparecer no Jornal Nacional, da Rede Globo, numa reportagem que informava que ela estava tendo dificuldades para pegar um vôo para Rondônia afim de participar dos funerais do marido. Nas imagens ela aparecia bastante abalada com a morte de Valter Nunes.
A viagem que a advogada fez a Brasília teria como motivo submeter-se a um tratamento médico. Na sua ausência, pistoleiros fuzilaram Valter Nunes em Cacoal.
Segundo a polícia, o crime começou a ser esclarecido na última quinta-feira com a prisão do vidraceiro Cássio de Jesus Claros, de 27 anos, e do pintor de paredes Jonas de Freitas, de 29 anos, acusados pela morte do advogado Valter Nunes de Almeida. Durante as investigações, foi confirmada que a morte do advogado foi encomendada. Valter Nunes de Almeida foi assassinado em seu escritório, no dia 30 de março de 2007, com sete disparos de arma de fogo.
Cássio de Jesus Claros teria confessado a participação no crime. Segundo o acusado, ele pilotou a motocicleta e uma pessoa por ele conhecida por “Diabo Loiro, Polaquinho" ou " Lenga” efetuou os disparos contra o advogado. Na residência de Jonas de Freitas foi apreendida uma motocicleta Honda CG de cor vermelha com as mesmas características da motocicleta usada pelos assassinos no dia do crime.Cássio recebeu R$ 26.000,00 pela participação no crime e Jonas se recusou a informar o valor recebido.
Valter Nunes de Almeida estava inscrito na OAB desde 1984. Ocupava pela terceira vez o cargo de presidente da OAB em Cacoal. Era muito conceituado no município, participando ativamente de várias entidades de classe. Sua morte causou grande repercussão Estadual.
Vera Lúcia é suspeita de ter pago aos pistoleiros para assassinarem seu marido.
Assídua freqüentadora das colunas sociais, em março deste ano a advogada inaugurou , em Porto Velho, o escritório Nunes Almeida Advogados , projeto idealizado por seu marido, Valter Nunes de Almeida, que atuava há mais de duas décadas em Cacoal.
Vera Lúcia tem especialização em Direito Previdenciário, Direito Tributário e Direito Trabalhista. Dois filhos do casal também são da área do Direito.
TURISMO ESPIRITUAL - Neste ano, Vera Lúcia viajou para a Índia, “ num turismo espiritual”, como ela próprio definiu. Ainda nesta terça-feira o desembargador de plantão no Tribunal de Justiça de Rondônia deve analisar pedido de habeas corpus impetrado a favor da acusada.