Na manhã de hoje, a advogada Michele Marcelo, esposa do ex-estudante de Medicina João Marcos Donadon procurou o WWW.folhadosulonline.com.br para dar detalhes sobre o acidente ocorrido terça-feira à noite, em Colorado do Oeste, envolvendo seu marido. De acordo com Michele, João estava conduzindo uma picape F 250, vindo da cidade vizinha para Vilhena, com outras duas pessoas a bordo quando, ao fazer uma ultrapassagem sobre um caminhão boiadeiro, atingiu o jovem Pedro Luis Corrêa, de 23 anos, que trafegava a pé em sentido contrário. O rapaz, que teve morte instantânea, foi atropelado quando trafegava a pé, na contramão da RO 399, a 16 quilômetros de Colorado.
A advogada garante que a ultrapassagem foi feita em faixa pontilhada, portanto, em local permitido. A fatalidade, segundo ela, foi provocada pela falta de acostamento no local. “Não há área de escape naquele trecho, de maneira que a vítima estava andando dentro da pista”, explica, acrescentando que o esposo não estava em alta velocidade, pois o choque aconteceu quando ele estava no meio da ultrapassagem.
Após o atropelamento, conforme o relato de Michele, João Marcos andou mais 600 metros até achar um ponto de retorno e voltar ao lugar onde estava caído o corpo de Pedro Luís. Com a experiência de quem passou cinco anos cursando Medicina, o motorista verificou que o rapaz estava morto.
Em companhia dos dois amigos com os quais viajava, Donadon foi para a beira da rodovia, enquanto um deles subia num morro e acionava, por celular, a polícia de Colorado. João permaneceu nas proximidades do cadáver, enquanto vários carros paravam para ver o que estava acontecendo. Num destes veículos estava um irmão do jovem atropelado, que após verificar sua morte, saiu e voltou minutos depois, em companhia de outras pessoas.
Assustado com o possível descontrole do grupo, João Marcos teria deixado o local andando. Mais adiante, pegou carona num carro que passava e foi direto para a DPC de Colorado, onde relatou o ocorrido. “Ele não se omitiu e fez o que poderia fazer naquelas circunstâncias”, diz Michele, esclarecendo que “prestar socorro não é carregar a vítima até o hospital e sim acionar as pessoas capacitadas para atendê-la adequadamente”. A advogada acrescenta que o marido está bastante abalado com o episódio. Após prestar depoimento na DPC de Colorado do Oeste, o motorista foi liberado.
Michele diz que o marido arcou com todas as despesas funerárias da vítima, que morava num sítio nas proximidades da cidade vizinha. “Tal gesto não é uma admissão de culpa, e sim uma forma de tentar demonstrar de alguma maneira, a nossa solidariedade à família”, diz a advogada