Tia cogita transferi-lo para outra escola, se a situação não for normalizada
 
Por telefone, o FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou o tio do adolescente que foi agredido por outros alunos na escola Álvares de Azevedo, da rede estadual em Vilhena. O garoto de 16 anos e os 5 agressores foram levados para a Unisp, onde exames médicos constataram as lesões no corpo dele (ENTENDA AQUI).
 
O menino estava no segundo dia de aula, e é protagonista de uma história dolorosa, já que ficou órfão de mãe no início deste mês. O pai já havia falecido quatro anos atrás. O casal foi vítima dos mesmos problemas de saúde: diabetes e insuficiência renal.
 
Após a perda materna, o tio, que é pastor evangélico em Vilhena, e a tia, empregada doméstica, buscou o menor e a irmã dele, de 13 anos, em Campo Grande (MS), onde ambos moravam. Para mantê-los unidos, os parentes os matricularam na mesma escola. A menina, ao contrário do irmão, não está sendo hostilizada no Álvares de Azevedo.
 
Ainda hoje, a tia, com quem o casal de irmãos está morando em Vilhena, irá ao estabelecimento de ensino para conversar com a direção. Ela quer uma solução para a violência gratuita contra o garoto, temendo ataques ainda mais fortes. E cogita transferi-lo para outra escola, se a situação não for normalizada.