Esposa da vítima sofreu ferimentos ao pular cerca de arama da casa
 
Na madrugada de ontem, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência envolvendo perturbação de sossego e violência doméstica no bairro Alto dos Parecis, em Vilhena. Segundo relato anônimo de vizinhos, o morador denunciado estaria com som ligado em volume excessivo e agredindo a esposa no meio da rua.
 
No local, em frente a residência, os policiais encontraram um homem suspeito, que havia completado 36 anos 5 dias antes. Ele estava completamente embriagado, foi orientado a desligar o aparelho de som e obedeceu.
 
Porém, logo após desligar o equipamento, o homem passou a adotar um comportamento agressivo, xingando os militares e hostilizando-os de forma desrespeitosa, enquanto eles registravam a ocorrência. O comandante indagou ao suspeito se havia ocorrido desentendimento ou discussão com alguém no local, bem como onde se encontrava sua esposa.
 
O acusado negou qualquer conflito e afirmou que a esposa estava dentro da casa, mas se recusou a chamá-la, e também não autorizou a entrada da guarnição na residência. Ele alegou que, para entrar no imóvel, os policiais teriam que apresentar uma ordem judicial.
 
Diante da possibilidade de que a mulher pudesse estar dentro da casa, e temendo que ela fosse agredida, ou que já estivesse ferida, a guarnição entrou no local. No entorno da residência, foram observados vestígios que indicavam possível tentativa de transposição de muro, bem como danos na cerca de arame.
 
A suposta vítima não chegou a ser encontrada naquele momento, quando o dono do imóvel passou a ofender a guarnição, chamando os policiais de “vagabundos”, afirmando que “pagava impostos”, que eles eram “bandidos” e que “não valíamos nada”.
 
Além de desacatar os militares, o homem também os ameaçou, dizendo que “iria acertar as contas” por ser “CAC” e que “descarregaria uma arma na cara” de um sargento que compunha a equipe que atuava no atendimento do caso.
 
Ao receber voz de prisão, o denunciado se recusou a entrar no “camburão” e precisou ser algemado, antes de ser apresentado na Unisp, onde o caso foi registrado.
 
Durante o trabalho policial, a esposa do acusado, uma mulher de 42 anos apareceu. Ela estava abalada, chorando e ferida, inclusive apresentando sangramento, mas negou que tivesse sido agredida, alegando que as lesões tinham sido sofridas quando ela pulou a cerca da casa. Fios de cabelo presos à concertina, compatíveis com os da vítima reforçaram a versão dela.
 
Também lesionado, porém mais calmo já na delegacia, o homem reconheceu sua conduta e aceitou a lavratura de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelos delitos atos cometidos, sendo liberado em seguida.