O açougueiro Jair Nunes, de 25 anos, apresentou-se agora a pouco na Delegacia de Polícia Civil de Vilhena, para prestar informações sobre o esfaqueamento do pedreiro Eloi Francisco Lorenzi, ocorrido na madrugada de ontem.
Acompanhado de advogado, o acusado de cometer o crime explicou que não teve a intenção de ferir o pedreiro, de quem foi ajudante por três dias. Conforme Jair, o ferimento provocado em Lorenzi decorreu do fato de ambos estarem bêbados, já que sua intenção era apenas “dar um susto” no oponente.
De acordo com a versão do açougueiro, na noite de sábado, Eloi ligou em seu celular e marcou encontro num bar no bairro Cristo Rei, onde seria feito o pagamento pelos três dias de serviço. Ao chegar ao local, o valor repassado pelo pedreiro ser referia a um única diária. O ajudante contestou a quantia, mas Lorenzi continuou conversando e ambos passaram a beber juntos.
Patrão e funcionário acabaram indo a outros bares, em diferentes pontos da cidade e, na volta, começou a briga. Segundo Jair, Eloi começou a lhe provocar e ameaçar não quitar o restante da dívida, momento em que os dois entraram em luta corporal dentro do carro, que era guiado pelo tio do ajudante.
Nunes explica que acabou pegando um canivete que estava dentro do veículo e, para tentar fazer com que o oponente lhe soltasse, deu um golpe. “Mas eu não pretendia feri-lo, queria apenas que ele me largasse”, revela.
Jair não foi ouvido no dia de sua apresentação na DPC. Ficou marcado o seu depoimento para o dia 26 de junho.