Um acordo suspendeu na manhã desta terça-feira, 09, o bloqueio à Linha 01 do Setor de Chácaras Vilhena. Os moradores da região haviam fechado a estrada vicinal desde a manhã de ontem em protesto por melhorias na área e contra o tráfego de caminhões pesados que estão transportando cascalho de região para as obras da BR 174.
A reclamação acerca dos caminhões é principalmente pelo excesso de velocidade com que os “brutos” trafegam pela vicinal, que é estreita. Mas, também pela poeira causada pelos mesmos caminhões.
Para amenizar o problema, os moradores cobravam que a estrada fosse molhada por um caminhão pipa e exigiam a implantação de redutores de velocidade. “Os caminhões passam muito rápido, é um perigo nesta estrada estreita”, disse Rudinéia Tidre dos Santos, presidente da Associação dos Chacareiros do Setor Vilhena.
A pauta de reivindicações também inclui iluminação pública e solução para a ponte sobre o Igarapé Pires de Sá, que corre risco de desabar. “Está proibida a passagem de caminhões pesados sobre aquela ponte, a própria Secretaria de Obras sinalizou e agora liberam para essas caçambas, não dá para entender”, disse uma moradora da área.
O bloqueio desta manhã durou cerca de duas horas e terminou com o comprometimento dos secretários de Obra e Trânsito de solução imediata de molhar a estrada para amenizar a poeira, e da instalação de quebra-molas.
Os moradores foram ouvidos pelos secretários de Obras, Elizeu Lima; de Trânsito, Marcos Zola; e de comunicação Luís Serafim.  
O que ficou acordado é que a estrada será molhada para amenizar a poeira; a instalação das placas de sinalização de velocidade e de redutores começa inda hoje; e a construção do quebra-molas amanhã. Já para tratar da ponte, máquinas da Secretaria de Obras já estão no local. “Se o acordo não for cumprido nós voltaremos a fechar a estrada”, disse Rudinéia Tidre dos Santos, presidente da Associação dos Chacareiros do Setor Vilhena.
Quanto às demais reivindicações da pauta, ficou agendada uma reunião com o prefeito Zé Rover (PP) para a próxima segunda-feira, 15, na escola Tenente Humberto.
A Polícia Militar esteve presente acompanhando o protesto. Mas, nenhum incidente foi registrado.