A mãe de Jandira Magalena dos Santos, de 27 anos, que está desaparecida desde o dia 26 de julho, após ser levada para fazer um aborto na Zona Oeste do Rio, disse que a filha pagou 4,5 mil para fazer o procedimento. Em entrevista ao G1 na tarde desta quarta-feira (3), Maria Ângela Magdalena dos Santos afirmou que a filha, que trabalhava em uma concessionária no Recreio dos Bandeirantes, havia juntado todas as economias para conseguir realizar o aborto e tinha medo de perder o emprego se mantivesse a gravidez.

"Eu não achei caro porque dizem que essas pessoas cobram mil reais por mês e ela já estava na 14 semana (quarto mês). Eu não queria que ela fizesse, mas a gente não manda nos nossos filhos. Estou desesperada porque eu não tenho notícia boa nem ruim. Ela estava com medo de perder o emprego e o pai dessa criança foi uma coisa passageira, eles não estavam juntos", disse a mãe.

 Além da mãe de Jandira, a polícia já ouviu o ex-marido, que a levou até a rodoviária de Campo Grande para ser levada até a clínica, e uma amiga que indicou o local para a realização do procedimento. De acordo com Maria Ângela Magdalena, Jandira se comunicou por duas semanas com uma mulher que de denominava "doutora Rose". Um cartão com o endereço de uma clínica onde essa suposta médica atendia foi enviado através de mensagem de texto para o celular de Jandira, que ela deixou em casa com a mãe.

"A polícia foi até esse endereço que fica em Bonsucesso, mas disseram que lá realmente funcionava uma clínica que foi fechada há 2 anos. A polícia até agora só disse que está investigando, mas eu não posso esperar acontecer o pior. Eu tenho esperanças ainda. A Jandira deixou o celular em casa e levou um rádio que ela desligou assim que entrou no carro. Eu consegui falar com ela momentos antes de ela entrar no carro. Ela estava tranquila", disse Maria Ângela.

A família já percorreu necrotérios e diversos hospitais da região, mas após oito dias sem informações sobre o paradeiro de Jandira, ainda não tem respostas sobre o que aconteceu.